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	<description>Retalhos de uma vida entre Mafra e Lisboa</description>
	<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 16:44:56 +0000</pubDate>
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		<title>Assaltos a chegar à nossa terra</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 21:52:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[A21]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<category><![CDATA[Crime]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante algum tempo, o «gang das almofadas» – nome de guerra por que ficou conhecido um grupo que assaltou vários estabelecimentos, colectividades e residências – utilizando um «pé de cabra», partindo as almofadas das portas, penetrando no interior e roubando pequenos objectos mas de muito valor, fez o pavor em Mafra. Um pouco adormecido ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="ok:g15" class="western" style="margin-bottom: 0in;" align="justify">Durante algum tempo, o «gang das almofadas» – nome de guerra por que ficou conhecido um grupo que assaltou vários estabelecimentos, colectividades e residências – utilizando um «pé de cabra», partindo as almofadas das portas, penetrando no interior e roubando pequenos objectos mas de muito valor, fez o pavor em Mafra. Um pouco adormecido ou utilizando outras tácticas, este grupo deixou de fazer das suas em grande escala para se dedicar a pequenos furtos de tabaco, bebidas e alguns trocos que os comerciantes deixavam nas caixas propositadamente abertas para evitar o vandalismo nas mesmas.</p>
<p id="ok:g17" class="western" style="margin-bottom: 0in;" align="justify">Mas agora o mesmo ou outro com as mesmas características volta à carga, e os assaltos a residências, estabelecimentos e colectividades estão na ordem do dia em Mafra.</p>
<p id="ok:g18" class="western" style="margin-bottom: 0in;" align="justify">Neste domingo, último dia de Agosto, a casa de um tio meu foi assaltada em plena vila de Mafra, (Avenida 1.º de Maio) ao fim da tarde. Juntamente com mais algumas casas do mesmo prédio onde vivem, perto do largo do Pelourinho, uma zona densamente povoada. As perdas monetárias são pesadas, mas as psicológicas ainda são maiores. Saber que uma criança de quatro anos está neste momento agarrada a uma almofada num sofá, a dizer apenas “Os maus entraram cá”, dói. Saber que durante muito tempo a casa que aquela família possui, a pagar com o suor do trabalho, e que é deles, não lhes vai parecer um santuário, como qualquer lar deve ser, dói. Um grupo, ou apenas uma pessoa, mas pronto, de animais que não sabem viver em sociedade roubaram o fruto do trabalho da vida de pessoas honestas, e assustaram durante muito tempo a vida dessa gente. Se não fosse minha família ficaria indignado, sendo da minha família, além de me indignar doi-me. Cada vez que a imagem mental do meu primo pequenino, agarrado à almofada a pensar nos «maus» que foram à casa dele, cerrasse-me os dentes em raiva. E depois começo a pensar na onda de violência que neste último ano tem crescido de forma imparável. Azar diz o Governo. Falta de integração social diz o Bloco de Esquerda. Eu por outro lado digo outra coisa.</p>
<p id="ok:g19" class="western" style="margin-bottom: 0in;" align="justify">Faz dia 15 de Setembro um ano da aplicação das medidas do novo código de processo penal, encaradas pelo nosso Primeiro-Ministro, o senhor José Sócrates, como de grande evolução humanista. Com isto mais de metade dos presos em prisão preventiva tiveram uma hipótese de sair em liberdade até serem julgados. Esta oportunidade foi concedida e, coincidência ou não, estranhamente aconteceu a grande vaga de crimes, especialmente assaltos, que apareceu neste ano. Lembrem-se que a oportunidade foi dada a alguns pedófilos, alguns outros casos mais ou menos mediáticos, mas na maioria dos casos foi dada a assaltantes, crime considerado menor. É menor roubar o pão da vida de quem trabalha? É menor meter as pessoas trabalhadoras deste País com medo de chegar a sua casa, paga com o suor do seu corpo, e a encontrarem vazia? Ou pior, correr o risco de ser assaltado com uma arma apontada à cabeça como aconteceu numa papelaria a semana passada em frente à escola Secundária José Saramago? É justo dar uma oportunidade de esperar em liberdade pelo julgamento, a pessoas que são apanhadas em flagrante delito, ou com provas fortes?</p>
<p id="ok:g20" class="western" style="margin-bottom: 0in;" align="justify">Achava mais justo tentar maximizar as oportunidades de crianças pequenas não terem de chorar ao ver o sítio que consideram lar e santuário violado. Aos pais que não têm de pensar em como recuperar, com o fruto do seu trabalho, aquilo que já tinham conseguido e lhes foi retirado por animais que ignoram todas as regras que nos permitem viver em sociedade.</p>
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		<title>Grandes frases III</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 09:39:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Grandes Frases]]></category>

		<category><![CDATA[Citações]]></category>

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		<description><![CDATA[Só existem duas maneira de dizer toda a verdade &#8212; anonimamente ou postumamente.
There are only two ways of telling the complete truth&#8211;anonymously and posthumously.
- Thomas Sowell
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Só existem duas maneira de dizer toda a verdade &#8212; anonimamente ou postumamente.</p>
<p><em>There are only two ways of telling the complete truth&#8211;anonymously and posthumously.</em><br />
- Thomas Sowell</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Citação II</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 11:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<category><![CDATA[Citações]]></category>

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		<description><![CDATA[
Discovery consists of seeing what everybody has seen and thinking what nobody has thought.
- Albert Szent-Gyorgyi
Uma descoberta consiste em ver algo que toda a gente já viu e pensar o que ainda ninguém pensou

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<div style="padding-top: 4px; padding-bottom: 4px;">Discovery consists of seeing what everybody has seen and thinking what nobody has thought.<br />
- Albert Szent-Gyorgyi</div>
<div style="padding-top: 4px; padding-bottom: 4px;"><em>Uma descoberta consiste em ver algo que toda a gente já viu e pensar o que ainda ninguém pensou</em></div>
</blockquote>
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		<title>IC19 - Primeiro dia mau</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 14:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[A21]]></category>

		<category><![CDATA[Rapidinhas e citações]]></category>

		<category><![CDATA[IC19]]></category>

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		<description><![CDATA[A manhã foi de nevoeiro e chuva, e como não podia deixar de ser veio de presente uns toquezinhos por parte de alguns automóveis. Eu esperava isto, e mais, sendo o IC19 conhecido por ser um ponto negro não me admirava nada de encontrar hoje acidentes.
Mas no percurso de casa para o trabalho, apanhar cinco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A manhã foi de nevoeiro e chuva, e como não podia deixar de ser veio de presente uns toquezinhos por parte de alguns automóveis. Eu esperava isto, e mais, sendo o IC19 conhecido por ser um ponto negro não me admirava nada de encontrar hoje acidentes.</p>
<p>Mas no percurso de casa para o trabalho, apanhar cinco acidentes&#8230; é obra. Ainda para mais quatro deles no IC19, o que tendo em conta que só faço 5 km aproximadamente de IC19, dá uma média de quase um acidente por quilómetro.</p>
<p>Bem, ao menos acaba a crise dos mecânicos.</p>
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		<title>A21 ou deverei passar a dizer IC19?</title>
		<link>http://bodak.ptisp.org/a21/2008/08/11/a21-ou-deverei-passar-a-dizer-ic19/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 20:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[A21]]></category>

		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

		<category><![CDATA[IC19]]></category>

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		<description><![CDATA[Finda a vida académica muito muda, entre elas a parte dos hábitos diários. Comecei hoje  trabalhar numa empresa perto do Tagus Park, e em vez de me encaminhar todos os dias entre Mafra e Lisboa, pela A8 e A21, troquei-as pelo IC30 e o IC19. O autocarro da Mafrense trocado pelo meu automóvel, e as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finda a vida académica muito muda, entre elas a parte dos hábitos diários. Comecei hoje  trabalhar numa empresa perto do Tagus Park, e em vez de me encaminhar todos os dias entre Mafra e Lisboa, pela A8 e A21, troquei-as pelo IC30 e o IC19. O autocarro da Mafrense trocado pelo meu automóvel, e as horas que gastava a ler no autocarro, por boa música. Pelo menos até trocar de rádio, por um que apanhe rádio decentemente, em vez de andar só a ouvir o meu MP3.</p>
<p>Felizmente fiquei empregado numa empresa com bom ambiente, boa localização, e uma boa máquina de café (coisa que incrivelmente para mim acaba por ser importante). Programar sempre foi uma das coisas que senti facilidade, e até gosto, e gostei tanto das linguagens em que esta empresa trabalha (PHP e C#), como dos negócios em que estão envolvidos. Agora tenho de mostrar o meu valor, e mostrar o que sei fazer, e crescer como pessoa, e como profissional, coisas que só consegui-mos na prática.</p>
<p>Tenho um pouco de pena de deixar Lisboa, mas por outro lado tinha em parte gosto em trabalhar na zona do &#8220;Silicon Valley Português&#8221;, logo era-me indiferente qualquer uma das duas opções. Agora é seguir em frente, e voilá.</p>
<p>E começar a escrever mais por aqui, visto não o ter feito muito regularmente nos últimos tempos, desde que fui de férias até agora ainda não tinha colocado nada.</p>
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		<title>Um ano, ou deverei dizer novecentos e oitenta anos?</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 22:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[A21]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz hoje um ano que inaugurei este blog, escolhendo uma data que me diz muito, o dia em que a nossa nação passou a existir de facto, o dia da Batalha de São Mamede, onde as tropas do condado Portucalense chefiadas pelo então jovem D. Afonso Henriques repeliram as forças de Leão, vindas da Galiza. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz hoje um ano que inaugurei este blog, escolhendo uma data que me diz muito, o dia em que a nossa nação passou a existir de facto, o dia da Batalha de São Mamede, onde as tropas do condado Portucalense chefiadas pelo então jovem D. Afonso Henriques repeliram as forças de Leão, vindas da Galiza. Mas dessa data falarei noutra altura.</p>
<p>Quando iniciei este blog não sabia bem o que esperar dele. Sabia que desde à muitos anos andava demasiado ligado a Lisboa, e menos a Mafra, e às terras que a rodeiam, e neste ano tudo mudou. Criei isto numa altura complicada da minha vida pessoal, com muitas mudanças, e hoje considero que estou melhor, mais forte, mais vivo. A regularidade deste blog foi tudo menos impressionante, mas as estatísticas deixam-me satisfeito. As pessoas chegam muito aqui via motores de busca, o que mostra que privilegiar os artigos mais longos não é uma aposta totalmente errada, mesmo que isso seja pior para fixar leitores. Ao fim de um ano quase três mil pessoas diferentes passaram aqui, o que me deixa feliz, se bem que não é nem de perto nem de longe o site que fiz com mais visitas. No entanto a estatística tempo de permanência por visita me deixa agradado, pois em média quem aqui chega raramente fica menos de um minuto, e muitos deles passam bem mais, o que prova, pelo menos em teoria, que acabam por ler. E ver que os textos sobre Ary dos Santos e sobre o Hino da Maria da Fonte são dos mais visitados, e que atraem muita gente via google, deixa-me feliz, e a pensar que mesmo que pouco, por vezes fiz algum serviço público.</p>
<p>Polémicas tive poucas, fora um caso com o Pedro Tomás, a quem deixo desde já um convite renovado para o tal café, que por calendário apertado nos últimos meses para mim tem sido impossível. Mas que conto ter em breve algum, até porque posso demorar, mas não esqueço, e uma conversa para falar de ideias sobre a vila, e o futuro sabem sempre bem.</p>
<p>Espero continuar por muito tempo a escrever neste cantinho, do qual hoje já conheço a voz. Obrigado a todos os que me leram, concordando ou não comigo.</p>
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		<title>10 de Junho - Dia de Portugal? Será realmente correcto?</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 20:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[A21]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é dia 10 de Junho. Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Em suma o nosso dia nacional. E porquê? Porque a certa altura algum iluminado resolveu dizer que este era o dia da morte, ou nascimento, do poeta Luís Vaz de Camões. E por isso, numa vaga de recriação de feriados, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é dia 10 de Junho. Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Em suma o nosso dia nacional. E porquê? Porque a certa altura algum <em>iluminado</em> resolveu dizer que este era o dia da morte, ou nascimento, do poeta Luís Vaz de Camões. E por isso, numa vaga de recriação de feriados, com o intuito de retirar os feriados religiosos e substituir por outros, logo após a revolução de 5 de Outubro de 1910, Lisboa, para manter uma festa não religiosa perto da data do Santo António, decretou esta data como feriado Municipal. Anos mais tarde durante o estado novo resolveram tornar a data mais forte ainda, associando-lhe o &#8220;Dia da Raça&#8221;, termo que foi usado de novo este ano por Aníbal Cavaco Silva, com polémica de pronto criada. Ninguém dúvida da importância deste poeta, mas é esta tanta ao ponto de fazer esquecer o dia da nossa independência?</p>
<p>Se perguntarem a qualquer pessoa de outra nação, eles provavelmente sabem o seu dia da independência, até porque é feriado, no entanto em Portugal não. O mais curioso é existirem feriados de revolução. Temos a revolução de 25 de Abril de 1974 marcada como feriado, temos a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 como feriado, e a restauração da independência como feriado do 1º de Dezembro. Ou seja temos a troca de regime duas vezes, e até a restauração da independência como feriados de estado, mas a data da independência deste rectângulo à beira mar plantado não.</p>
<p>Mas que data é esta a da nossa independência? Aí temos um pequeno problema, é que existem no mínimo duas. A data de declaração de independência, e a que mais me agradaria ter como feriado, é 24 de Junho de 1128 (e data em que abri este blog o ano passado, propositadamente para celebrar). Ou seja a data da Batalha de S. Mamede, onde D. Afonso Henriques defrontou as hostes galegas de sua mãe e venceu. A partir daí declarou independência e passou a assinar como Principe de Portugal. A questão é essa, ele não se declarou Rei logo aí, e só o viria a fazer em 1143, e à outra data que poderia ser tornada feriado.</p>
<p>A data é a do Tratado de Zamora, que põe fim à guerra da independencia portuguesa, e em que o Rei de Leão e Castela reconhece a nossa independencia, e D. Afonso Henriques como Rei de Portugal. E esta é a data que mais me choca, visto já ser na realidade feriado, mas não por este motivo. A data é 5 de Outubro, e porque não passarem a dar mais importancia a esta data que à implantação da Républica? Será que o regime é mais importante que a nação?</p>
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		<title>Metallica continuam vivos, Machine Head a surpresa</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 18:10:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada bate a energia e a qualidade de uma banda como os Metallica, a levarem ao rubro dezenas de milhares de pessoas, e na passada quinta-feira, no parque da Bela Vista em Lisboa, eu fui um dos privilegiados que sentiu de novo isso na pele. Um dia de Rock in Rio ao mais alto nivel, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada bate a energia e a qualidade de uma banda como os Metallica, a levarem ao rubro dezenas de milhares de pessoas, e na passada quinta-feira, no parque da Bela Vista em Lisboa, eu fui um dos privilegiados que sentiu de novo isso na pele. Um dia de Rock in Rio ao mais alto nivel, mas que nem por isso começou genialmente.</p>
<p>Consegui mais um amigo chegar bem à frente, cerca de 15 metros do palco, para o primeiro concerto, já perto das 19 horas. Os portugueses Moonspell eram a banda alinhada para começar a festa, e tentou firmar ali os seus créditos reconhecidos nacional, e internacionalmente. E falharam. Cada vez que tocavam bem uma música, e animavam o público, vinham logo de seguida com &#8220;mambo jambo&#8221; gótico, e estragavam o ambiente todo. Será que eles não percebem que frases como &#8220;Para os seres da noite, nunca é dia mesmo quando o sol vai alto&#8221;, ou &#8220;E agora para os amantes da noite e da lua, verdadeiros adoradores da musica eterna que é o metal&#8221;, são do mais puro ridículo? Talvez nos círculos góticos as pessoas achem piada a isso, mas quem tem alguns neurónios funcionais, duvido. Claro que se fosse dito com uma voz de gozo teria piada, mas assim&#8230; Como algumas músicas medianas, colmatadas com uma ou outra boa, perdem totalmente o seu valor pela patetice das palavras. Mas pronto, foi só para começar.</p>
<p>Quando a noite se preparava para aparecer, chegaram os Apocalyptica. Estes finlandeses surpreenderam o mundo à uns anos atrás quando lançaram o seu primeiro álbum, onde tocavam Metallica mas num quarteto de violoncelos. O virtuosismo da banda é inegável, mas tinha muito medo em relação à prestação ao vivo, especialmente num ambiente de festival de verão desta dimensão. Mas não tinham razão de ser estes medos, a banda finlandesa não desiludiu, e cumpriu, apesar de ter levado o publico ao rubro apenas quando tocaram covers de Metallica. Mas num dia que era dedicado aos Metallica, não seria estranho.</p>
<p>E a noite começa a avançar, e o público cada vez mais ansioso por Metallica, mas quem surge são os Machine Head. E que recepção eles tiveram. Assobios, gritos por Metallica, e muita gente a cantarolar a música com  que os Metallica abrem os concertos. O vocalista sorri, não dá parte fraca, e começa a sua actuação, com muita força e espírito. Entre a primeira e a segunda música, os gritos por Metallica e os assobios voltam ainda mais fortes. Muita gente poderia esperar uma má reacção da banda em palco, mas com um sorriso na cara apenas dizem que também são fãs de Metallica, e que é a maior honra que têm poderem estar com eles em palco. Na passagem de músicas seguintes o nivel de contestação sob os Machine Head, e pedidos de Metallica, baixaram, e a banda a pulso ia ganhando o público. Até ao ponto em que o vocalista já estava quase em lágrimas, e a dizer que nunca tinha visto um público como o nosso, e que voltaria em breve, mesmo que não fosse para tocar, estaria no meio com todos nós. Eu que não gostava de Machine Head, saí dali com uma simpatia pela banda, a qual até estou a ouvir neste momento. A quantidade de energia despendida pelo publico, foi altíssima, mesmo ao nível do magnifico concerto de Metallica no Super Bock Super Rock o ano passado, e isso veio a verificar-se depois.</p>
<p>Ao entrar no palco os Metallica mostraram que vinham de novo para incendiar Lisboa, começando por uma sequência de músicas rápidas e agressivas para levar logo tudo ao extremo logo de inicio. Resolveram pegar em algumas músicas não tão do agrado dos fãs, sempre mantendo a alternância com as mais conhecidas, para evitar repetir a genial set list do ano passado. E aprovo isso, porque a variedade também é importância. Mas isso em conjunto com o cansaço de largos sectores do público pela actuação muito forte de Machine Head, notaram-se e o público não puxou tanto como no ano passado. Adorei o concerto este ano, foi uma noite magnifica. No geral acho que foi um concerto melhor ainda que o do ano passado, pelo todo, mas infelizmente tenho de reconhecer que no ano passado os Metallica foram mais longe. Não que os culpe a eles só, porque claramente que ainda estão em forma, e com muito a dar. Mas a força do público, numa quinta a noite, ressentiu-se.</p>
<p>Uma grande noite! Quem nunca foi a algo como isto, e especialmente quem nunca viu Metallica ao vivo, tente fazê-lo o mais cedo possível. Vale a pena!</p>
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		<title>O caso do telemóvel, o maior crime nacional</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 22:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[A21]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Deixei propositadamente acalmar toda a euforia bloguística e jornalística sobre o caso da miúda que enfurecidamente tentou recuperar o seu telemóvel, para falar um bocado sobre uma coisa que me chocou bastante em todo o processo. Sim, em parte falhei, porque isto ainda dá pano para mangas por toda a imprensa, e blogosfera, mas será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Deixei propositadamente acalmar toda a euforia bloguística e jornalística sobre o caso da miúda que enfurecidamente tentou recuperar o seu telemóvel, para falar um bocado sobre uma coisa que me chocou bastante em todo o processo. Sim, em parte falhei, porque isto ainda dá pano para mangas por toda a imprensa, e blogosfera, mas será agora que direi o que penso.</p>
<p align="justify">Não, não estou chocado com a miúda que fez a triste cena. É uma acção de indisciplina, é mau para toda a gente que se tomem comportamentos destes, mas não é nada que nunca se tenha ouvido. Quem nunca ouviu de casos bem mais graves nos dias de hoje? Ok, foi filmado, e tornado público. Grande coisa.</p>
<p align="justify">Também não é pela atitude da professora. Muito já ouvi falar sobre ela ter agido bem ou mal, tanto que até já me faz confusão. Para mim agiu mal, a partir do momento em que foi buscar pessoalmente o telemóvel à mão da miúda quebrou a barreira física entre aluno e professor, e as cenas que se seguíram foram apenas uma consequência patética. Mas isto não minora o erro da aluna. Não é por uma ter errado que a outra fez a coisa certa.</p>
<p align="justify">Os miúdos meterem-se a gravar, e não separarem as pessoas para poder filmar mais um bocado, provaram que são miúdos. Agiram mal, sim é verdade. Toda a gente também já percebeu isto.</p>
<p align="justify">Agora as declarações e toda a colocação e aproveitamento mediático por parte do procurador geral da República são para mim o pior de tudo. Não tem a atenuante da professora de se encontrar sob uma turma que não controla, ou dos miúdos serem miúdos. O procurador apareceu logo na TV a dizer que ia seguir com atenção todo este caso, e que já tinha colocado o Ministério Público a tratar do crime público de ofensas que aconteceu. Serei apenas eu que vi uma miúda a agarrar-se a uma professora por causa de um telemóvel? Não vi facas sacadas, nem armas apontadas. Nem sequer um murro. Porque raio é que o nosso mais alto Procurador tem de vir seguir este caso com atenção, para que seja punido exemplarmente o seu causador? Não existe criminalidade mais grave que isto em Portugal? Se for assim, fico realmente satisfeito&#8230; Viver num país em que o crime mais grave que anda a acontecer é uma aluna de 14 anos andar a brigar com a professora pela posse de um telemóvel. Uff, antes isso que homicídios com armas de calibre de guerra ou carjacking a tornar-se popular.</p>
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		<title>Grandes frases - I</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 23:30:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Grandes Frases]]></category>

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		<description><![CDATA[H&#225; frases que merecem um post por si s&#243;. Esta &#233; uma delas:

Toda a gente pensa em mudar o mundo, mas ningu&#233;m pensa em mudar-se a si mesmo.
&#160; - Leo Tolstoy

Na vers&#227;o que li pela primeira vez, em ingl&#234;s visto n&#227;o saber russo, era assim: 
Everyone thinks of changing the world, but no one thinks [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>H&#225; frases que merecem um post por si s&#243;. Esta &#233; uma delas:</p>
<p><a href="http://www.quotationspage.com/quote/26184.html"></a></p>
<blockquote><p><em>Toda a gente pensa em mudar o mundo, mas ningu&#233;m pensa em mudar-se a si mesmo.</em></p>
<p>&#160; - Leo Tolstoy</p>
</blockquote>
<p>Na vers&#227;o que li pela primeira vez, em ingl&#234;s visto n&#227;o saber russo, era assim: </p>
<p><em>Everyone thinks of changing the world, but no one thinks of changing himself.     </em></p>
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