Quanto vale uma chávena de café

A21 4 Comments »

Quanto vale uma chávena de café? Muito facilmente se pode referir o seu valor monetário, mas isso representa o seu real valor? Não será apenas esse valor aquele que estamos dispostos a pagar por ela? E esse valor não é apenas uma estimativa feita pelo comerciante de quanto a maioria pagará por aquele bem?

Normalmente separa-se o valor dos cafés pela sua escala de preço, tornando logo um café na tasca do Ti Manel muito menos valioso que o mesmo bem degustado num café centenário em plena praça D. Pedro IV. Já para não falar do reles café tirado numa máquina automática da faculdade a escassos trinta centimos, mas que tantas vezes me permitiu ficar desperto e focado para concluir um trabalho. Será que isso não dirá mais do seu real valor?

E os cafés tomados nas tascas da zona, onde com amigos desabafei, ouvi, planeei e sonhei? São menos valiosos que um café rápido tomado na Brasileira? Não.

E porque tudo isto? Porque é Natal, e isso é para mim valioso. E sou sincero, para mim o Natal vale muito. E nem é pelo feriado, nem pelo significado religioso, é por algo bem mais simples. É por ver grande parte da familia em amena cavaqueira. Por recordar durante horas a fio com as primas os nossos Natais enquanto crianças, porque sim, o verdadeiro Natal é das crianças. Aquele sorriso de criança a abrir um embrulho com o que queria, é simplesmente mágico. Pode ser consumismo, capitalismo ou o que quiserem, mas adoro o Natal.

PS: Mas odeio a confusão nos centros-comerciais nos dias antes do Natal…

Greve ou dia de compras?

A21, Lisboa 1 Comment »

Mais uma vez a admnistração pública entra em greve para defender o que acham justo. Ou melhor para fazer a greve anual por protesto dos aumentos propostos. Sim, porque actualmente já se tornou em apenas mais um ritual que antes do natal, muitas vezes repetido na época de saldos de Janeiro, se faça a greve dos aumentos salariais. Sim, uma greve sobre os seus novos vencimentos do grupo de pessoas que mais negoceia com a sua entidade patronal. No sector privado este tipo de previlégio é muito mais raro e limitado, mas como aí fazer greve não é tirar um dia de folga (pagando-o no entanto), isso não acontece.

E mais uma vez temos uma greve com uma coimcidencia bem gira. Estranhamente calhou numa sexta-feira, se bem que se fosse numa segunda não estranharia, em periodo alto de compras natalícias, e logo após a recepção do tão aguardado subsídio de Natal. Que sorte a coincidência de ter calhado neste dia. E claro, como está frio os trabalhadores não conseguiram fazer a greve à porta do seu local de trabalho, como uma greve deveria ser feita.

Só tenho pena de hoje não ter tempo livre para ir ao centro comercial Colombo, ou outra grande superfície munida de um Toys’r'us e/ou FNAC, senão ilustrava este texto com uma foto, pois aposto que vão estar nesses sítios mais funcionários públicos que em qualquer manifestação.

E e governo sai prejúdicado com isto? Dúvido sequer que se rale, de tão vulgar e corriqueiro que se tornou este tipo de evento. Agora o aluno que precisava das aulas e do almoço na cantina, o contribuinte que precisava de ir a uma repartição de finanças, o doente que tinha consulta marcada à um ano… e tantos outros. Esses sim perdem algo, mas não têm nada a ver com os motivos da greve.

É por estas e por outras que os funcionários públicos, não obstante de haver muitos bons profissionais entre eles, têm a reputação que têm em Portugal.

Bem, na realidade nem por isso, mas fica bem dizer

A21 1 Comment »

Via Virtualmente Autêntico (via 31 da Armada, por sua vez via Arrastão).

Hello World

A21 2 Comments »

Quem já aprendeu a programar conhece bem esta mítica frase, com que normalmente se faz o primeiro teste para o ecrã de qualquer programa. E é desta forma que inicio mais uma aventura pela “blogosfera”, desta feita virando-me mais para dentro, para perto de casa, e para as coisas mais pessoais.

O nome escolhido foi o da autoestrada que liga as duas terras onde posso colocar 99% da minha vida até hoje. Nasci em Lisboa, mas fui criado em Mafra, e sempre me senti bem aqui. Cresci muito como pessoa em Mafra, mas se calhar grande parte das minhas maiores descobertas como Homem já foram feitas em Lisboa, desde que passo tanto tempo lá como em Mafra, nestes últimos seis anos. Sei também que provavelmente aparecerá um engraçadinho a corrigir-me que a A21 não faz a ligação Mafra-Lisboa, mas sim a Mafra-Malveira, e posteriormente a A8 faz o resto do percurso. Mas por uma questão de gosto, e porque posso, resolvi deixar com este nome.

Não faço grande ideia de qual vai ser a cadência de mensagens que irei colocar aqui, mas neste momento penso que seja relativamente alto. Quanto a isso no entanto, só o tempo o dirá. Por agora fica um bem haja a todos os que quiserem ler as opiniões de um saloio convicto de em Mafra pode faltar muita coisa, menos beleza e potencial.