Um ano, ou deverei dizer novecentos e oitenta anos?
A21 June 24th, 2008Faz hoje um ano que inaugurei este blog, escolhendo uma data que me diz muito, o dia em que a nossa nação passou a existir de facto, o dia da Batalha de São Mamede, onde as tropas do condado Portucalense chefiadas pelo então jovem D. Afonso Henriques repeliram as forças de Leão, vindas da Galiza. Mas dessa data falarei noutra altura.
Quando iniciei este blog não sabia bem o que esperar dele. Sabia que desde à muitos anos andava demasiado ligado a Lisboa, e menos a Mafra, e às terras que a rodeiam, e neste ano tudo mudou. Criei isto numa altura complicada da minha vida pessoal, com muitas mudanças, e hoje considero que estou melhor, mais forte, mais vivo. A regularidade deste blog foi tudo menos impressionante, mas as estatísticas deixam-me satisfeito. As pessoas chegam muito aqui via motores de busca, o que mostra que privilegiar os artigos mais longos não é uma aposta totalmente errada, mesmo que isso seja pior para fixar leitores. Ao fim de um ano quase três mil pessoas diferentes passaram aqui, o que me deixa feliz, se bem que não é nem de perto nem de longe o site que fiz com mais visitas. No entanto a estatística tempo de permanência por visita me deixa agradado, pois em média quem aqui chega raramente fica menos de um minuto, e muitos deles passam bem mais, o que prova, pelo menos em teoria, que acabam por ler. E ver que os textos sobre Ary dos Santos e sobre o Hino da Maria da Fonte são dos mais visitados, e que atraem muita gente via google, deixa-me feliz, e a pensar que mesmo que pouco, por vezes fiz algum serviço público.
Polémicas tive poucas, fora um caso com o Pedro Tomás, a quem deixo desde já um convite renovado para o tal café, que por calendário apertado nos últimos meses para mim tem sido impossível. Mas que conto ter em breve algum, até porque posso demorar, mas não esqueço, e uma conversa para falar de ideias sobre a vila, e o futuro sabem sempre bem.
Espero continuar por muito tempo a escrever neste cantinho, do qual hoje já conheço a voz. Obrigado a todos os que me leram, concordando ou não comigo.
June 25th, 2008 at 10:44 am
Parabens e que continues
June 25th, 2008 at 12:12 pm
Caro Bruno, saudo o teu Blog e faço votos para que continues a escrever da forma que já nos habituastes.
O cafe continua à espera pois claro!!!
Abraço.
June 25th, 2008 at 1:10 pm
Pois então parabéns pelo um ano!
Continua a escrever que eu continuo a ler =P
June 25th, 2008 at 6:52 pm
Parabéns, grande chefe de mau feitio. Que continues por mais anos.
June 28th, 2008 at 10:18 am
Parabéns A21!
E tu, ganha juízo, Bruno Jacinto.
Abraço.
June 29th, 2008 at 6:48 pm
Sim senhor…gostei da apresentação em tons de verde (claramente traços dignos de um verdadeiro Sportinguista) e o conteúdo não deixa a desejar, espero que publiques mais textos para eu ter o prazer de os “flamar” - ou nao…
Gd abraço
July 27th, 2008 at 7:12 am
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário… 1/6
Hino da Maria da Fonte
– Versão popular…
“Viva a Maria da Fonte,
De nome tão majestoso,
Em Fontarcada nascida,
Do concelho de Lanhoso.
Eia àvante portugueses,
Eia àvante! Sem temer!
Pela Nossa querida Pátria,
Ou triunfar ou morrer!
Lá vai a Maria da Fonte,
A cavalo sem cair,
Com a corneta na mão,
A tocar a reunir.
Eia àvante, portugueses,
Eia àvante! Sem temer!
Pela nossa querida Pátria,
Ou triunfar ou morrer.”
Póvoa de Lanhoso, terra da (Maria) da Fonte, figura discutida, até aos dias de hoje, pelo seu nome verdadeiro e pela sua lenda. Onde permanece a sua estátua um tanto, quanto, masculina de roupa envelhecida, não fosse de mulher trenga e mal-parecida, focinhuda, tosca, mais parecia um cavalheiro! Com a foice e a pistola na mão, exibindo a sua coragem de mulher guerreira, que antigamente fez frente aos Cabrais que eram falsos à nação. Dizem que a revolta deu partida em Fontarcada e está datada no famoso ano de 1846 – MDCCCXLVI.
Assim reza o hino nacional
da Maria da Fonte.
“Aí vem Maria da fonte,
A cavalo sem cair,
Com a corneta na boca,
A tocar e reunir.
Eia avante portugueses,
Eia avante não temer,
Pela santa liberdade,
Triunfar ou parecer.”
“As sete mulheres do Minho,
Mulheres de grande valor,
Armadas de fuso e roca,
Correram com o regedor.”
“Servida pela estrada de Braga a Cabeceiras de Bastos, encontra-se, passada que seja a Póvoa de Lanhoso, a cujo conselho pertence, a freguesia de Fontarcada, de sobejo conhecida pela sua história política e religiosa. Aquela, a recordar-nos as lutas fraticidas do século passado, com todos os espectaculosos desvarios da populaça amotinada à voz da famigerada «Maria da Fonte» – dali natural; a outra, a evocar-nos, em toda a sua irradiante espiritualidade, a beleza de uma era confiada, simplesmente, ao domínio da fé e da arte.
Falemos desta, por menos divulgada, se bem que represente uma das mais expressivas antiguidades do concelho.”
In, Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Ofic. Gráf. PAX, Braga, 1956. p. 135
1.ª Maria referente: Maria da Fonte
– Maria Angelina Lage – franzina
2.ª Maria referente: Maria da Fonte
– Maria Luísa Balaio – musculosa
3.ª Maria: ainda em Lisboa – Fidalga
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas)
inspiracaodoautor@sapo.pt
Sobradelo da Goma – Póvoa de Lanhoso
Colaborador Jornal http://www.gazetaluzofona.ch
continua…