Maria da Fonte - o hino esquecido
A21, Música, Política February 3rd, 2008Na cerimónia de inauguração de ontem, do último troço da A21, foi tocado pela banda da Escola de Música Juventude de Mafra, o Hino da Maria da Fonte. Pergunto-me quantos entre os presentes saberão o que é isso, e mais ainda, o que ele significa. Na verdade, o Maria da Fonte é um Hino Nacional, de valia quase igual à Portuguesa, sendo que o primeiro é normalmente usado para saudar altos cargos militares, e ministros da Republica, enquanto que o segundo é sempre utilizado na presença do Presidente.
Para quem não conhece a letra, que aposto que seja a maioria das pessoas, fica aqui a letra do mesmo, criada pelo maestro Angelo Frondoni, e que foi durante muitos anos a música do Partido Progessista.
Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os cabrais
Que são falsos à nação
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
February 3rd, 2008 at 10:58 pm
Hum, parece-me a mim que é propaganda comunista, com tanto “avante”. Não admira que pouca gente conheça, os comunistas ainda não são muito bem vistos pela nossa nação. E anda meio mundo com medo de ser considerado “vermelho” (e com isto não quero dizer “do benfica”).
February 3rd, 2008 at 11:00 pm
Mas isto foi feito na altura por causa de uma revolta, ainda bem a meio do século XIX, bem antes dos comunas andarem por aí. Mas sim, se alguns vermelhos vissem isto, diziam logo que foi escrito para eles, e que eles é que fizeram toda a liberdade e democracia…
February 4th, 2008 at 3:56 pm
Não fazia ideia, realmente, mas é mto interessante, a música.
Não queres por acaso escrever aqui a lenda da Maria da Fonte?
February 4th, 2008 at 3:58 pm
Já pensei em escrever sobre a revolta da Maria da Fonte, e ainda ontem tive a ver material sobre isso, mas ainda não tenho conhecimentos fortes o suficiente para fazer um artigo sobre um assunto tão complexo, como a revolta da Maria da Fonte, e a guerra consequente.
Mas em breve talvez.
July 27th, 2008 at 7:02 am
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário… 1/7
Nota introdutória
Para mim escrever sobre a “Maria” da Fonte foi bastante complicado, sendo que é um artigo polémico e poderá não acentuar bem na ideia e pensamento de alguém, embora esteja a ser muito sincero quanto à questão em causa. Tendo pesquisado este assunto em diversos livros de autores locais e nacionais e todos eles controversos, assim como a minha idealidade e pensamento. Bem não me interpretem mal! Pois estou a fazer o melhor que sei: pesquiso; leio; oiço; interrogo; exclamo; reticencio; crítico; aplaudo; baseando-me em factos morais, escritos e históricos e no meu ponto de vista. Estou a ser o mais correcto possível comigo mesmo, espero que consigo também. Se tiver beneficio de dúvida, procure ler todos os livros de autores, que estou a referir nas diferentes obras e ainda em outros tantos livros, e, todas elas um pouco diferentes, o tal momento que se aumenta um palmo, um ponto, mas o que interessa é que todos eles falam da nossa “Maria” da Fonte, a nossa heroína, seja ela verídica ou um mito! Seja como for, eu não desvio as atenções e hei-de sempre lutar por esta causa; que eram várias mulheres heroínas e não uma só, eram todas elas, “Marias”!? E ninguém tira o benefício à Terra das “Marias” da Fonte. Alguns autores queixam-se de gentes da Póvoa de Lanhoso esconder a verdadeira história, e mais, outros até mesmo determina-la como um mito. Alguns deles fizeram dela um conto romântico, e Theatro, e tantos outro fizeram dela manipulação. Pois quero aqui tentar dar a perceber aos leitores a confusão, que fizeram todos aqueles que escreveram sobre a nossa “Maria”. Uns relataram-na como mulher franzina, outros como mulher robusta. Dizem que ela é da freguesia de Fontarcada, outros de Oliveira, Galegos ou Verim. Também a contestaram noutras freguesias do concelho.
Uns tantos outros dizem que quem deu o nome à revolução da “Maria” da Fonte foi uma mulher da vila da Póvoa de Lanhoso. Também a reclamaram; na capital em Lisboa e na cidade do Peso da Régua, e, em noutros pontos do país. Polémico! Por isso e outros mais, juntei o útil ao agradável, com a minha parte cómica. Humorista! E não tirando à Póvoa de Lanhoso por direito o que lhe pertence!
Às Heroínas da; Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário; Às sete mulheres do Minho; ou às mulheres d`armas da Póvoa de Lanhoso?! …
Poema das sete mulheres do Minho
Maria da Fonte, verdadeira ou falsa?
Pois ela não está cá para se defender!
Coitada, ela anda sempre na valsa…
E, não se livra de o Zé-povinho contradizer.
Seja verdade, meia verdade ou mito,
Infeliz Maria da Fonte és nossa,
Os historiadores persistem, conflito!
Lutemos por ti, nem que seja na roça.
Seja verdade, meia verdade ou mito,
Pois algumas ficaram pelo caminho,
Elas eram mesmo muitas, admito…
Contam-se, as sete mulheres do Minho.
As sete mulheres do Minho,
A galopar n`uma égua cheirando a suor,
Na tasca da Balaio bebiam vinho.
De saias pretas e vermelhas em furor.
Saltitando pontes, vales e montes,
Mulheres de grande valor!
Todas elas eram Marias das Fontes,
Sejam elas, lá de onde for.
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas)
inspiracaodoautor@sapo.pt
Sobradelo da Goma – Póvoa de Lanhoso
Jornalista/colaborador na Suíça.
July 27th, 2008 at 7:14 am
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário… 1/6
Hino da Maria da Fonte
– Versão popular…
“Viva a Maria da Fonte,
De nome tão majestoso,
Em Fontarcada nascida,
Do concelho de Lanhoso.
Eia àvante portugueses,
Eia àvante! Sem temer!
Pela Nossa querida Pátria,
Ou triunfar ou morrer!
Lá vai a Maria da Fonte,
A cavalo sem cair,
Com a corneta na mão,
A tocar a reunir.
Eia àvante, portugueses,
Eia àvante! Sem temer!
Pela nossa querida Pátria,
Ou triunfar ou morrer.”
Póvoa de Lanhoso, terra da (Maria) da Fonte, figura discutida, até aos dias de hoje, pelo seu nome verdadeiro e pela sua lenda. Onde permanece a sua estátua um tanto, quanto, masculina de roupa envelhecida, não fosse de mulher trenga e mal-parecida, focinhuda, tosca, mais parecia um cavalheiro! Com a foice e a pistola na mão, exibindo a sua coragem de mulher guerreira, que antigamente fez frente aos Cabrais que eram falsos à nação. Dizem que a revolta deu partida em Fontarcada e está datada no famoso ano de 1846 – MDCCCXLVI.
Assim reza o hino nacional
da Maria da Fonte.
“Aí vem Maria da fonte,
A cavalo sem cair,
Com a corneta na boca,
A tocar e reunir.
Eia avante portugueses,
Eia avante não temer,
Pela santa liberdade,
Triunfar ou parecer.”
“As sete mulheres do Minho,
Mulheres de grande valor,
Armadas de fuso e roca,
Correram com o regedor.”
“Servida pela estrada de Braga a Cabeceiras de Bastos, encontra-se, passada que seja a Póvoa de Lanhoso, a cujo conselho pertence, a freguesia de Fontarcada, de sobejo conhecida pela sua história política e religiosa. Aquela, a recordar-nos as lutas fraticidas do século passado, com todos os espectaculosos desvarios da populaça amotinada à voz da famigerada «Maria da Fonte» – dali natural; a outra, a evocar-nos, em toda a sua irradiante espiritualidade, a beleza de uma era confiada, simplesmente, ao domínio da fé e da arte.
Falemos desta, por menos divulgada, se bem que represente uma das mais expressivas antiguidades do concelho.”
In, Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Ofic. Gráf. PAX, Braga, 1956. p. 135
1.ª Maria referente: Maria da Fonte
– Maria Angelina Lage – franzina
2.ª Maria referente: Maria da Fonte
– Maria Luísa Balaio – musculosa
3.ª Maria: ainda em Lisboa – Fidalga
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas)
inspiracaodoautor@sapo.pt
Sobradelo da Goma – Póvoa de Lanhoso
Colaborador Gaseta Lusofona
continua…
July 27th, 2008 at 7:16 am
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário… 1/5
A revolta popular, enigmática, foi reconhecida, digamos, designada como a Revolução da “Maria” da Fonte, onde há várias versões em simultâneo. Há também quem diga que a história da (Maria) da Fonte foi: verdade – meia verdade – mito – ficção – lenda ou história… Esta revolta reza a história, que se deu devido ao descontentamento da população Lanhosense e contra as leis do governo, Costa Cabral, ministro do Reino, pois decretou os enterramentos fora dos templos e não dentro como seria nessa altura, designado para os populares como Leis Novas. Esta manifestação eclodiu na Póvoa de Lanhoso e instalou-se em pouco tempo no país inteiro – Segundo Paixão Bastos. Juntando-se grupos de mulheres impondo machados, fouces e paus, caminhavam até onde tivessem um cortejo fúnebre, bastava tocar o sino a rebate aí estavam elas, as (Marias!…) Daí resultou algumas prisões, onde na frente andavam as pioneiras da revolta, e que faziam justiça pelas suas próprias mãos, tomando de assalto as cadeias e os tribunais e correndo com o Regedor…Uns dizem que a autêntica (Maria) da Fonte antevêem da freguesia de Font`Arcada e chamava-se (Maria) Angelina Laje, talvez por ser a mais corajosa entre as mulheres da revolução. - Vamos nós lá agora saber! Diz ainda a lenda que esta (Maria) foi abandonada na (fonte do vido), cita no (Barreiro) da mesma freguesia, e que se fazia acompanhar por um bilhete. “Eis-me exposta junto à linfa, Que aqui mana deste monte, Serei dela a clara ninfa, Serei Maria da Fonte… Embora no suposto haja outras (Marias), todas elas envolvidas na revolução, e todas vestidas de saia vermelha. - Será que não era de saia preta!? Estas mulheres eram provenientes de vários pontos do concelho, Póvoa de Lanhoso, Lanhoso, Covelas, Calvos, Oliveira, Fontarcada, Frades, Galegos, Vilela ou Sobradelo da Goma, etc…Dizem ainda que em Galegos fez-se passar por (Maria) da Fonte uma tal de Josefa Caetana da (Fonte.) Aqui está mais uma mulher que queria ser a famosa (Maria) a todo o custo – segundo alguns historiadores! A Josefa era uma mulher corajosa juntamente com mais seis delas, andavam sempre na dianteira…
Uma outra (Maria) veio ao de cima, mais tarde faleceu uma mulher em Verim – segundo a família, mais tarde manifestaram, como sendo esta mulher, natural da casa do rio, ao pé d`uma (fonte) da freguesia de Nossa Senhora de Oliveira, casa do rio, da mesma freguesia onde nasceu! Onde os Oliveirenses também a reclamam. De seu nome Joana (Maria) Esteves, que esteve também envolvida na guerrilha. Também esta mulher encorajadora estava sempre presente e foi sempre citada pelos cronistas como tal, a (Maria) da Fonte. - Será que será! Uma (Maria) Luísa Balaio, de alcunha (Maria) da Fonte, por e simplesmente morar ao pé do largo da (fonte), proprietária de uma hospedaria na vila de Póvoa de Lanhoso, acarinhava as revolucionadas e dava-lhes alimento e de beber, até caírem de bêbadas, a qual esta chamava a atenção, e, lhes davam (vivas) à (Maria) da Fonte – dizem os historiadores contemporâneos que esta mulher é que deu o nome, à revolução da (Maria) da Fonte. Uns dizem que ela não participou no tal acontecimento, foi a mulher que deu o nome à revolução…Vejamos a confusão, não é que a primeira estátua da (Maria) da Fonte no local do chafariz existente, antiga cadeia-tribunal, era feminina! Do género que relata uma das lendas que (Maria) Angelina Lage, natural de Font`Arcada, era uma beleza feminina e ao mesmo tempo guerreira. Mas agora nos nossos tempos um movimento popular diferente daquele de (Maria) da Fonte, e sem luta corporal, mas sim racional, convencera que a (Maria) da Fonte para ter sido guerreira tinha que ser forte à semelhança de Joana (Maria) Esteves, musculosa, natural da freguesia de Oliveira. - Talvez por isso mudassem de estátua!? Entre estas duas mulheres reina a confusão, aquando com Josefa Caetana da (Fonte) natural de Galegos foi afastada a hipótese de não ser a verdadeira, mas os Galegos contestam, embora fizesse parte da revolução da (Maria) da Fonte, mas sim (Maria) Angelina Lage de Font`Arcada. - Agora pergunto!? Qual das (Marias) é que deu o corpo ao manifesto e deveria ser a genuína (Maria) da Fonte? Será (Maria) Angelina Lage, de Font`Arcada, ou Joana (Maria) Esteves, de Oliveira ou mesmo (Maria) Luísa Balaio, de Póvoa de Lanhoso com o nome de (Maria) da fonte de Alcunha? Para mim, estas, (Marias) teem a ver com as “Marias” da Fonte, dependendo da incerteza, se elas eram masculinas ou femininas… A (Maria) Luísa Balaio morava ao pé de uma (fonte/fontanário) na vila de Póvoa de Lanhoso e, como tal tinha alcunha de (Maria) da Fonte ocasional. De facto a (Maria) Angelina Lage, foi abandonada ao pé da (fonte do Vido/fontanário) em Font`Arcada e foi nomeada de (Maria) da Fonte. E por último a Joana (Maria) Esteves, vivia na casa do rio ao pé da (fonte/fontanário) em Oliveira, que também não passou despercebida. Ou seria outra (Maria) que ninguém falou, e que até poderia ser a minha Bisavó!!! <> que morava ao pé de uma (fonte/fontanário) em Barraria - Sobradelo da Goma. Dizem que a Rosa, galopava por aí abaixo e também se juntava ao manifesto! E era contada como uma das (sete mulheres do Minho), estando sempre na dianteira. A Rosa, galopava por aí abaixo numa égua com algumas mulheres de Calvelos – Guilhofrei, de Castelões – Guimarães, e, também se juntavam à guerrilha! Até podiam ser mesmo, qualquer (Maria) de Ferreiros, Rendufinho, Ajude, Friande, S. João de Rei, Esperança, Garfe, Travassos ou Geraz do Minho. De qualquer ponto do baixo ou alto Concelho!? Pois na altura todas as mulheres com nome de (Maria) ou de (Fonte), e, com prenome de (FONTE), ou, moradoras ao pé de uma (FONTE/FONTANÀRIO), eram todas ou pelo menos queriam ser todas reconhecidas como tal, o mito ou a lenda, (Maria) da Fonte. Então racionemos, se a revolução foi feita por várias mulheres, porque é que o símbolo do Concelho não são como diz o lema: a (Estátua das sete mulheres do Minho.) - Pense bem comigo e tire as suas conclusões!… Cantado por: Estudantina Universitária de Lisboa. “As sete mulheres do Minho. Mulheres de grande valor. Armadas de fuso e roca. Correram com o regedor. Essa mulher lá do Minho. Que da fouce fez espada. Há-de ter na luza história. Uma página dourada. Viva Maria da Fonte. Com a pistola na mão. Para matar os Cabrais. Que são falsos á nação. Viva Maria da Fonte. Com as pistolas na mão. Para matar os Cabrais. Que são falsos à nação. Todos os livros são duvidosos acerca da “Maria” da Fonte, acredites naquilo que quiseres acreditar… Pode ser ou não ser: verdade – meia verdade – mito – ficção – lenda ou história.
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas)
inspiracaodoautor@sapo.pt
Sobradelo da Goma – Póvoa de Lanhoso
Escritor “Quelhas”
continua…
July 27th, 2008 at 7:21 am
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário. 1/4
Conversava o Velhote, Zé Mendrinha para o puto Dino de Sousa. “ <> - <> - <> - <> - Poderosos? Perguntei eu. - Sim senhor! Se quer saber, eu sei muitas coisas disso, embora lhe tenha dado pouco uso e a minha memória já não seja o que foi…” In, Dino de Sousa, A revolução da Maria da Fonte, Engenho Gráfico, Póvoa de Lanhoso, 1995, p. XI Neste livro de: (A revolução da Maria da Fonte.) O autor queixa-se de gentes da Póvoa de Lanhoso esconder a verdadeira história, e mais, outros até mesmo determina-la como um mito. Mas o certo é que, “quase todos” os historiadores, nunca omitiram o facto de ser em Font`Arcada o ponto de partida para a revolução da (Maria) da Fonte. E onde foi enterrado o primeiro cadáver, no Mosteiro da mesma freguesia de Fontarcada, pois ainda nos dias de hoje existe tais túmulos! Que foi a partir de ali que se fez justiça e inicialmente correndo com as autoridades do governo à pedrada. Tudo tinha a ver com o facto de os enterramentos das Leis Novas fora dos templos, atestavam eles e, quanto a mim, bem! Que era prejudicial à saúde pública e estavam a ser construídos cemitérios em Portugal para se livrarem desses males. No dia seguinte o Administrador pediu ao Juiz do tribunal para fazer cumprir a lei, no termo da mesma, retirar o cadáver e fazer enterra-lo no adro do Mosteiro. Porém nessa altura vinham mulheres de todo o lado, os homens ficavam na retaguarda escondidos como enigmas, no qual correram com todos os grandes e poderosos dessa altura. - Afinal qual dessas mulheres era a revolucionária e fazia tanta união entre as senhoras!? Pois todas queriam ser a famosa (Maria), sim! Porque (Marias) há muitas, mesmo nos tempos de ontem e agora! O certo é que nessa altura a conhecida (Maria) Luísa Balaio, comerciante na vila, já tinha a alcunha de (Maria) da Fonte, por viver ao pé de uma (fonte/fontanário), a mesma (Maria) de meia-idade que Távora pintou e… (e bastante robusta-homada - mulher trenga e mal-parecida, focinhuda, tosca, que se encontra no salão nobre dos passos do concelho.) - Aqui pergunto muitíssimo curioso! Porque é que os nossos antepassados ou o artesão fez uma primeira (Maria) elegante, linda!? E mais tarde substituiriam a estátua da primeira (Maria) feminina, por uma estátua da segunda (Maria) bastante masculina, feiosa!? - E onde ela está? A maior parte dos povoenses não sabem! É caso para afirmar, que o poder ou seja as pessoas do poder, indefinidamente, não estiveram de acordo com a verdadeira (Maria) da Fonte até aos dias de ontem e hoje. Escreveu o poeta, Inocêncio, no seu pequeno livrinho esgotado em 1858, tirado da escrita do mestre Manuel da Fonte, Sapateiro, a viver no Peso da Régua, tio de Maria da Fonte, também conhecida por Maria Atiça ou Maria da Fouce! Reeditado por António Feliciano de Castilha. Vocabulário: pseudocamponesa – pseudominhota. Diz o tio Manuel da Fonte: “O retracto de Maria da Fonte que nos veio de Lisboa, e que por lá se vende como verdadeiro, é uma coisa armada da ideia de quem a fez, porque ela não traz pistolas, nem nunca trouxe; nem anda descalça; é mais magra e alta; o nariz dela é em feitio de bizegre; e tem barbas e suíças que podiam dar sedas pra todos os sapateiros do mundo; e os pés dela são muito mais compridos.” Diz ainda o livro que a (Maria) da Fonte, apenas usava uma roçadora. “E tornado à história de minha sobrinha, que já esta quasi no debrum, digo, que assim que se pôs lá na sua casa nova, que pra mal dos seus pecados nem foi na terra, foi lá prá Póvoa de Lanhoso, introu a pôr em prátega com toda a pressão plano dos seus padres: pró que num casarão grande que tinha, armou loja maconeca e orotoiro tudo junto, aonde, quando arrecebia as mulheres e os servos de Deus, fazia de trono altar; e quando arrecebia os pedreiros, fazia do altar trono.” “E quando travalhavam na pedra bruta, que é lá dezer deles era ela que presedia: e quando era pra rezas e pregações esprituais, fazia tudo o padre Casimiro que se chamava o <>, assim como ela se chamava a irmã Atiça; tudo comédias, que é o que mais há neste mundo.” Quando no parágrafo cito anteriormente, digo que quase todos os historiadores não omitiram, ser em Font`Arcada o ponto de partida para a revolução da (Maria) da Fonte. Manuel da Fonte, que se diz tio de (Maria) da Fonte, a viver no Peso da Régua, e descrito na pessoa de Inocêncio – o poeta, no livro, “Crónica Certa e muito verdadeira de Maria da Fonte”, e posteriormente reeditado, na pessoa de Feliciano Castilha diz: “Póvoa de Lanhoso povoação minhota a 18 km de Braga. Parece ter sido em Sto. André de Frades, no concelho de Póvoa de Lanhoso, que a 19 de Março de 1846, se deu a 1.ª revolta de mulheres contra a determinação da lei da saúde que obriga aos enterramentos nos cemitérios.” E agora! Mais confusão; a história é definitivamente: verdade – meia verdade – mito – ficção – lenda ou história, Theatro… In, António Feliciano de Castilha, Crónica Certa e Muito Verdadeira de; Maria da Fonte, A regra do jogo edições, LDA., Lisboa, 1984, p. 090. São controversos: Padre Casimiro – protagonista, Camilo Castelo Branco – romanceador, Dino de Sousa – jornalista, Inocêncio – poeta, António Feliciano de Castilho – escritor, Paixão Bastos – historiador, José Abílio Coelho – Jornalista, Paulo Ribeiro Freitas – Historiador – Quelhas um literato ocasional. Para uns é a (Maria) Luísa Balaio, para outros a (Maria) Angelina Lage, ou a Joana (Maria) Esteves, etc… Depende muito a quem se pergunta! Quem é, ou de onde é, a verdadeira (Maria) da Fonte? Se fizermos esta pergunta aos populares a nascente do concelho da Póvoa de Lanhoso até Font`Arcada, consistem em maioria na (Maria) Angelina Lage, de Font`Arcada, e alguns na Joana (Maria) Esteves, de Oliveira. Se fizermos esta pergunta aos populares a centro do concelho da Póvoa de Lanhoso, consistem em maioria na (Maria) Luísa Balaio, da vila, e, (Maria) Angelina Lage, de Font`Arcada, e alguns na, Josefa Caetana da (Fonte), de Galegos. Se fizermos esta pergunta aos populares a poente, baixo concelho da Póvoa de Lanhoso, consistem em maioria na Joana (Maria) Esteves, de Verim, e não de Oliveira, e alguns na (Maria) Luísa Balaio, da vila. Agora profiro claramente, que para além destas mulheres, existem tantas outras e que não se sabe muito bem a morada/residência ou nascimento, e, muito menos para onde partiram e faleceram! E que foram reclamadas em outras freguesias, como Garfe e Frades… - Digo, pelo benefício da dúvida foram todas! Então se todos nós temos o beneficio da dúvida, porque não fazemos uma (estátua às sete mulheres de armas?! …) (Maria Luísa Balaio; Joana Maria Esteves; Maria Angelina Lage; Joaquina Carneira; Josefa Caetana; Maria Vidas; Custódia Milagreta.) “As sete mulheres do Minho. Mulheres de grande valor. Armadas de fuso e roca. Correram com o regedor.”
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas)
inspiracaodoautor@sapo.pt
Sobradelo da Goma – Póvoa de Lanhoso
Escritor/jornalista
July 27th, 2008 at 7:22 am
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário… 1/3
…Uma (Maria) já está situada e pela segunda vez mudou de sítio, Musculosa! Do género da Joana (Maria) Esteves, de Oliveira, virou-se para a avenida 25 de Abril. …Esta (Maria) é referência a (Balaio), figura que Távora pintou, mas podia ser a Josefa Caetana da (Fonte) de Galegos, Musculosa! Já que está virada para a sua freguesia! …No meu ver era mesmo aqui neste local central, nesta rotunda, que deveriam estar as sete magnificas mulheres da revolução, como diz o lema, (estátua das sete mulheres do Minho) e viradas em todas as direcções, dar o benefício da dúvida… …Pois assim dava-nos razão à razão! E todos estávamos certos daquilo que pensamos e se escreveu no passado e presente, principalmente pelos nossos ante-queridos, e respeita-los, para não haver mais preconceito no futuro, haver harmonia entre os povos e a história…“As sete mulheres do Minho. Mulheres de grande valor. Armadas de fuso e roca. Correram com o regedor.” - Se assim não servir, dou outra sugestão para colocar todas as estátuas: …(Maria) Luísa Balaio, – tasqueira, que deu nome à revolução – segundo alguns escritores, tinha um sítio espectacular para embelezar a vila, coloca-la frontal à Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso! …Joaquina Carneiro – guerrilheira, já que não se sabe bem a sua residência, podia ficar na rotunda da entrada de Lanhoso! …(Maria) Vidas – combatente, também não se sabe bem a terra que morava, podia ficar junto da estrada nacional, na entrada para a freguesia de Covelas! …Custódia Milagreta – batalhadora, a sua morada também é desconhecida, podia ficar ao pé da igreja de Calvos! …Joana (Maria) Esteves – lutadora, esta sim, com termo de residência, não ficaria mal ser situada a sua estatueta no cruzamento de Oliveira! …(Maria) Angelina Lage – magnífica, esta senhora tinha um lugar junto do mosteiro de Font`Arcada! …Josefa Caetana da (Fonte) – surpreendente, embora confundida a morada entre duas freguesias, assentava-lhe bem a sua personagem na entrada para Galegos! …Bem, quanto às minhas bisavós, essas não se preocupem, que elas compreenderão, pois também estavam mais distantes da revolução e talvez chegassem sempre atrasadas ao manifesto! É caso para afirmar que a população ou seja, as pessoas do concelho, não estejam de acordo com a verdadeira (Maria) da Fonte até aos dias de ontem e hoje. São controversos: Padre Casimiro – protagonista, Camilo Castelo Branco – romanceador, Dino de Sousa – jornalista, Inocêncio – poeta, António Feliciano de Castilho – escritor, Paixão Bastos – historiador, José Abílio Coelho – jornalista, Paulo Ribeiro Freitas – historiador – Quelhas um literato ocasional. - E tu!? Para uns é a (Maria) Luísa Balaio, para outros a (Maria) Angelina Lage ou a Joana (Maria) Esteves. - Digo, pelo benefício da dúvida foram todas! Então se todos nós temos o benefício da dúvida, porque não fazemos uma (estátua às sete mulheres de armas…) (Maria) Luísa Balaio – Joana (Maria) Esteves – (Maria) Angelina Lage – Joaquina Carneira – Josefa Caetana – (Maria) Vidas – Custódia Milagreta. A (Maria) Luísa Balaio – estalajadeira na vila de Póvoa de Lanhoso, que mais tarde partiu para o Brasil, foi ao encontro do marido e nunca mais voltou. Nessa altura deixou o lugar em aberto que outras mulheres da revolução queriam ocupar, ter um nome na história, fosse ele próprio ou alcunha, o que interessava era ser a (Maria) da Fonte, famosa! - Luísa também era (Maria) e vivia ao pé de uma (fonte!) A Joana (Maria) Esteves – lavradeira, de Oliveira, líder em acção de rua e assalto à cadeia da comarca, juntamente com (Maria) Angelina e Josefa Caetana, foram dadas também como heroínas (Maria) da Fonte, não só por ser revolucionárias, mas a Joana por ser filha de um fidalgo, depois de casada foi viver para Verim e continuou em grande. - Joana também era (Maria) e vivia na casa do rio ao pé de uma (fonte!!!) A (Maria) Angelina Lage – mulher do campo, de Font`Arcada, a mais corajosa entre as mulheres da revolução, a tal que foi abandonada em bebé ao pé da (fonte), e que foi baptizada também sob alcunha de (Maria) da Fonte. - Angelina também era (Maria) e fora abandonada junto d`uma (fonte!!!
“Eis-me exposta junto à linfa, Que aqui mana deste monte, Serei dela a clara ninfa, Serei Maria da Fonte…” A Angelina disse ao padre Casimiro de Vieira em conversa que era ela a (Maria) da Fonte, este ficou entusiasmado, acreditou… A Joaquina Carneiro – jornaleira, pioneira da revolução juntamente com (Maria) Vidas, a mando de (Maria) Luísa, andavam sempre a dar notícias e, juntar grupo de mulheres eufóricas, principalmente na Serra do Carvalho, juntamente com as mulheres de Covelas, onde ao engano levaram os soldados e debateram-se até eles se porem em milhas, para soltarem da cadeia a Josefa Caetana, esta mulher corajosa. A Joaquina, depois do conflito ficou amiga das restantes companheiras da revolução e encontrava-se amiúde com algumas delas após a guerrilha.” “As fintas novas a baixo, As velhas já chegam bem, Além do que se pagava, Não cresça mais um vintém. A Rainha não conhece, Ó Luisinha, O seu povo verdadeiro, Agora, agora, agora, Luisinha, agora, Só reconhece os Cabrais. Ó Luisinha, Que nos roubam o dinheiro. Agora, agora, agora, Luisinha, Dá a volta e vamos embora…Viva a Luisinha, Viva! Viva a “Maria da Fonte” Viva… Aqui a (Maria) Luísa Balaio, a (Maria) da Fonte, cuja estatueta consta, segundo alguns historiógrafos, foi quem deu o nome à revolução. A acção de libertação de Josefa Caetana teve um efeito grandioso, que se espalhou por todo o lado e até chegar aos ouvidos da Rainha, que posteriormente veio a discursar, o encerramento das Côrtes e a anulação das Leis de Saúde Publica e também a reforma do Processo Tributário. Foi aqui reconhecido a Real vitória da Revolução, pois a Rainha mandou demitir a escumalha toda que estava no poder concelhio. “Olha o Duque, olha o Duque, Ó Luisinha, Olha o Duque macacão, Agora, agora, agora, Luisinha, agora. Agora, agora, agora, Luisinha, agora.
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas)
inspiracaodoautor@sapo.pt
Sobradelo da Goma – Póvoa de Lanhoso
livros do autor - inspiração do compositor, com poemas de vida…
July 27th, 2008 at 7:24 am
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário… 1/2
Josefa Caetana, natural de Galegos – mulher do campo, estava sempre nas primeiras, para o que desse e viesse e sempre na dianteira. Josefa, no dia do enterramento da segunda pessoa de Font`Arcada dentro do Mosteiro, onde apareceram as tropas mandadas pelo regedor para impedir, rachou a cabeça a um soldado com um pau no qual todos fugiram e… foi com esse homem que ela casou mais tarde e no fim da guerrilha. Dia seguinte Josefa era preza-fácil, foi presa a primeira mulher pelas autoridades e conduzida a tribunal, recolhendo à cadeia Povoense. (Maria) Vidas – serviçal agrícola, no primeiro cortejo fúnebre e depois de os revoltosos teimarem com os enterramentos dentro do Mosteiro, ela própria arrancou a Cruz ao Sacristão que levou bem alta no primeiro enterro. Após a vitória das mulheres, Vidas, encontrava-se, longe a longe na feira semanal com as restantes amigas do grupo revolucionário. Custódia Milagreta – recadeira, uma das mulheres que pegou no primeiro caixão com destino ao Mosteiro de Font`Arcada e sem padre, após o descontentamento dos enterros previstos na lei. Esta mulher foi a segunda a ser presa pelos soldadinhos de meia tigela a mando do administrador cagado de medo. Milagreta morreu nova, dizem que foram as bebedeiras do tintol. Rosa – cervical de estalagem, empregada da Luisinha Balaio – segundo o autor diz; era também a mulher de recados. Não sei se esta senhora só entra, como diz; o livro de Dino, em personagem de teatro ou era mesmo verídica! Cosme do Eirado – negociante de gado, nunca foi citado, era mal visto pela população, mas teve uma importância vital na revolução, actuou na sombra por detrás das mulheres em conjunto com outros homens poderosos, assim como, Venceslau, o barbeiro das redondezas. Paixão Bastos – historiador. No seu livro (Maria) Luísa Balaio ou a (Maria) da Fonte, o autor, segundo Dino, tirou do Velhote Zé Mendrinha – confidenciou muito a história da (Maria) da Fonte devido ao medo, talvez! Josefa Caetana da (Fonte) – mulher do campo, esta foi citada pelo Paixão Bastos na sua obra, como sendo de Font`Arcada e não de Galegos. Camilo Castelo Branco – (Maria) da Fonte. Romanceado, 38 anos depois. O senhor Rocha Martins, e o senhor Melo Andrade, fizeram romances sobre a (Maria) da Fonte, e também eles baralharam as cartas, um deles diz; que, Ana ou Joana (Maria) Esteves a verdadeira, nasceu na casa de Bagães na vila de Póvoa de Lanhoso, obscuro! “A reflexão é patriótica e judiciosa; mas, se os políticos tentassem recolher a ossada da Maria da Fonte genuína, os crânios apócrifos, seriam tantos como os de algumas sanctas que tem sete e
mais caveiras em diversas igrejas.” Mas então seriam todas estas mulheres, as (Marias) da Fonte, assim como diz; o autor, (as sete magníficas), com ossadas em diversas
igrejas!!! “As sete mulheres do Minho. Mulheres de grande valor. Armadas de fuso e roca. Correram com o regedor.” Ó Luisinha, O seu povo verdadeiro. Agora, agora, agora, dá a volta, e vira e vamos embora.” Camilo diz; “São tantas as (Marias) da Fonte que…” O Camilo Castelo Branco diz mesmo, que a (Maria) da Fonte é aquela que, em 24 de Junho de 1822, apareceu abandonada na (fonte do Vido.) - Agora pergunto, qual das (Marias) é que deu o corpo ao manifesto e deveria ser a genuína (Maria) da Fonte? A história é designada por alegoria, apólogo, conto, enredo, fábula, fantasia, invenção, lenda e narração. A narrativa da história leva a crer que pode ser toda ela, um mito, e porque havemos de acreditar em mitos!? Os escritores, os historiadores, os intelectuais e os sábios pesquisaram, inventaram e escreveram o que lhes ia na alma e no pensamento, verdades, meias-verdades e mentiras. Histórias de artigos que estudaram sob acontecimentos reais e fictícios. Quais são os verdadeiros e os falsos!? Será que a ciência e a capacidade racional conseguiu voltar dois mil anos atrás!? E descrever toda a historia da humanidade desde o nascimento de Cristo ou mais difícil ainda, centenas de anos antes de Cristo! Pois certamente a nossa estimada heroína (Maria) da Fonte, embora seja uma fábula mais recente não ficou indiferente de outras mais! Maria da Fonte a propósito dos “Apontamentos para a historia da revolução do Minho em 1846” Divulgados recentemente pelo reverendo – padre Casimiro. Celebrado chefe da insurreição popular 1846 – 1885, Camilo Castelo Branco. “Em 1846 novas e perturbantes ondas de turbulência, tendo inicio no alto Minho, varreram o país de norte a sul deixando sinais polémicos e marcas duráveis na memória colectiva lusa. Aqueles principais sucessos, que de certa forma foram marcada ficaram fixados no aparente lusitano e a história regista como a “Revolta da Maria da Fonte” e a “guerra da Patuleia”, são objecto deste interessantíssimo livro.” In, Camilo Castelo Branco, Maria da Fonte, 1885, Nesse exemplar o autor “Camilo Castelo Branco” recupera o testemunho de “padre Casimiro” que viveu por dentro, no qual escreveu em 1885. Camilo diz nas suas observações, não saber se a figura (Maria) da Fonte realmente existiu, e se realmente houve outras “Marias” metidas nesta guerra do povo… Aqui o autor também erra nitidamente, quando frisa que a revolução começou no alto Minho, mais precisamente em Vieira do Minho!!! Se foi em Vieira, esta Vila está situada no coração do Minho, assim como Póvoa de Lanhoso e não no alto Minho!…Camilo refere que o padre Miguelista – Guerrilheiro, trata da história (Maria) da Fonte mais romântica que guerrilheira, mais ainda que alguns documentos estavam trocados sobre este assunto e, que o padre tratou desta mesma história com mais intensidade. Para além de aqui o autor contradizer, ou melhor dizendo, o próprio autor é controverso e escreveu, diferente do “padre Vieirense”, compôs a história mais dramática e menos romancista. Como diz “Quelhas”, (sou igual aos outros mas diferente no pensar) Os pensamentos são de quem os pensa, as historias são de quem as escreve, as ideias só são validas se as puserem em prática e acredita quem quiser. Vamos então a factos, não sei se partilhas a mesma opinião, no meu ver e no meu pensamento não acredito em certos mitos. Mas tu és livre de pensar, és um livre-pensador e ninguém têm o direito de censurar ou de te contrariar, acredites naquilo que acreditares, assim como eu, temos liberdade, liberdade de expressão. Aqui refiro me exclusivamente há história da (Maria) da Fonte por fazer parte do conto/lenda da minha terra, embora hajam muitas outras histórias semelhantes, que são quanto a mim, um mito, um simples mito!… Acredito sim nos mitos e não na realidade daquilo que os mitos dizem e ponto final. Parágrafo! Cada autor, cada momento, e cada momento uma história diferente, aumenta-se mais um palmo ou um ponto!!! - Bem não me interpretem mal! Pois estou a fazer o melhor que sei, que pesquiso, que leio e oiço – interrogo – exclamo – reticencio – crítico – aplauso – baseando-me em factos morais, escritos e históricos e no meu ponto de vista. Estou a ser na minha mente o mais correcto possível comigo mesmo, espero que consigo também. Se tiver beneficio da dúvida procure ler todos os livros dos autores que aqui estou a referir nas suas diferentes obras e ainda em outros tantos escritores, e, todas elas um pouco diferentes, o tal momento que se aumenta um palmo, um ponto, mas o que interessa é que todos eles falam da nossa (Maria) da Fonte a nossa heroína, seja ela verídica ou um mito! Seja como for eu não desvio as atenções e hei-de sempre lutar por esta causa, que eram várias mulheres heroínas e não uma só, eram todas elas (Marias)!? E ninguém tira o benefício à Terra das (Marias) da Fonte. “As sete mulheres do Minho. Mulheres de grande valor. Armadas de fuso e roca. Correram com o regedor.”
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas)
inspiracaodoautor@sapo.pt
Sobradelo da Goma – Póvoa de Lanhoso
livros do autor - O livro da criança, histórias para crianças e ilustrações do autor…
July 27th, 2008 at 7:31 am
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário… 1/1
Padre Casimiro – protagonista (Maria) Angelina Lage – mulher do campo, de Galegos, para o Padre Casimiro esta foi citada pela sua obra, a mulher que mais comprovou a sua coragem e beleza também, do género da pintura do Távora, só que esta mais nova, que (Maria) Luísa Balaio, mas idêntica… A (Maria) Angelina para Paixão Bastos e Dino de Sousa, segundo as suas pesquisas, era do Barreiro, Font`Arcada, para o padre era de Galegos, para uns era feminina, para outros musculosa… - Em que ficamos!!! - Era de Galegos ou de Font`Arcada!? - Era feminina ou musculosa!? Bem estes três autores, assim como os outros já faleceram e nada têm a dizer, assim como eu, pois estou apenas sob pesquisa dos factos – pesquisa! “As fintas novas abaixo, As velhas já chegam bem; Alem das que se pagavam. Não cresças mais um vintém… Esta manifestação eclodiu na Póvoa de Lanhoso e instalou-se em pouco tempo no país inteiro, segundo Paixão Bastos. Juntando-se grupos de mulheres impondo machados, fouces e paus, caminhavam até onde tivessem um cortejo fúnebre, bastava tocar o sino a rebate aí estavam elas, as (Marias). Quanto a outros autores foi uma revolução só da Póvoa de Lanhoso, embora se juntassem povos circunvizinhos, como de Guilhofrei, Rossas e Castelões - (Contava o Meu Avô “Sargento Quelhas” aos meus tios e meu pai, e já depois da Guerra mundial de 1914, que quando tinha cerca de dez anos lembrava-se, que a mãe dele, e a sogra de Sobradelo da Goma, mais meia dúzia de mulheres de classe média, naturais de Louredo, da freguesia de Guilhofrei, terra Natal da mãe dele, terras vizinhas, vinham sempre ao encontro da manifestação a cavalo numa égua, a sete léguas.) No livro: O mistério da Maria da Fonte “Até à data, não havia sido possível esclarecer com clareza a verdadeira identidade da Maria da Fonte, não obstante serem-lhe atribuídos vários nomes que correspondiam a número igual de mulheres. Falava-se, por exemplo, que uma mulher, natural de Simães, Fonte Arcada, de nome Maria Angelina, teria sido a cabecilha do movimento, enquanto outros defendiam a tese que glorificava uma tal Joana Maria Esteves, filha de um bacharel. Outros nomes apontados referiam-se todavia a Maria Vidas, também a Maria Custódia, a Joaquina Carneiro ou a Josefa Caetana, sem esquecer a Maria Luísa Balaio.” Diz a autora, que José Gomes da Silva, mandou investigar todas estas mulheres, e, só a (Maria) Luísa Balaio é que se enquadrava no perfil da (Maria) da
Fonte. Mais, a (Maria) da Fonte foi vista por populares e pelo padre. (Casimiro Vieira, e, não de Vieira), vestida de colete de lã e saiote encarnado, com duas pistolas à cintura e carabina ao ombro, para além disso com uma cruz e um grade chapéu a tapar o rosto. José Gomes da Silva, perguntou ao camponês,
Joaquim José Joaquim, se sabia quem era a (Maria) da Fonte, e, que esta seria uma mulher do povo, camponesa. “ A Maria da Fonte vive perto da Fonte, daí ter-se-lhe colocado este nome. E talvez esteja mais perto de si do que imagina… Pense homem, pense… procure no sótão, no sótão… Mais não lhe posso dizer…” José Gomes da Silva, sempre teve a percepção que a (Maria) da Fonte era uma mulher do povo e camponesa, e, logo pensou na sua sobrinha (Maria) Josefa, uma vez que para além de outras mulheres também vivia ao pé de uma (fonte), e morava numa casa com sótão. (Este nome não é referido noutros livros, mas sim, Josefa Caetana da (Fonte.) Porém, seu tio foi ao sótão, e, dirigiu-se ao baú… “Não queria acreditar… Lá dentro estavam duas pistolas metidas numa larga faixa, uma carabina, um colete dela, um saiote encarnado e um enorme chapéu de abas largas… Estava descoberta a Maria da Fonte…” - O tio de (Maria) Josefa, não acreditava! … “A Maria da Fonte é um mito… Foram várias mulheres que estiveram naquele dia à frente dos túmulos… Não houve uma só heroína… Foi um trabalho em grupo…” - Na realidade, talvez fossem as sete mulheres… In, Ana Sofia Pinto, O mistério da Maria da Fonte, Edições Sílabo, LDA, Lisboa, 2007. Ou seria outra (Maria) que ninguém falou, e que até podia ser a minha Bisavó!!! <> que morava ao pé de uma (fonte) em Barraria, Sobradelo da Goma, que galopava por aí abaixo e também se juntava ao manifesto!? Ou até mesmo qualquer (Maria) de Águas Santas, Moure, Verim, Monsul, Brunhais, Taíde, Serzedelo, Campo, Sto. Emilião ou Louredo!? De qualquer ponto do baixo ou alto Concelho!? Pois na altura todas as mulheres com nome de “Maria” e com prenome de (fonte) ou moradoras ao pé de uma (fonte) eram todas ou pelo menos queriam ser todas reconhecidas como tal: “O mito Maria da Fonte.” No Livro de: “A revolução da Maria da Fonte” de Dino de Sousa – Teatro, diz: “Que no dia 22 de Abril de 1846, a Rainha mandava publicar no n.º 93 do Diário do Governo, um decreto que dava plenos poderes extraordinários a José Bernardo da Silva Cabral: Cabrais. Meu Ministro e Secretario d`Estado dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça…” “…Sendo necessário nas actuaes circunstâncias reprimir com prontas e enérgicas medidas, a revolta que acaba de manifestar-se na Província do Minho; e reconhecendo em a nossa pessoa abalizados conhecimentos, capacidade e muita adesão pelo Trono, e carta Constitucional da Monarquia, pela qual tendes praticado importantes serviços, tenho resolvido autorizar-vos para vos ocupares incessantemente de todas as províncias que vos parecem adequadas a fazer entrar as revoltosas em seus deveres…” “Os Miguelistas, tropas da Rainha estavam esmorecidos, por isso talvez a Majestade, desse poder aos Cabrais, governo Costa Cabral.” “O Administrador julgava, que a partir da chegada dos soldados, as mulheres valorosas, cita, mas bêbadas e comandadas por uma tasqueira não iriam desafiar a autoridade. Sendo que o Furriel andava derretido por “Maria” Angelina, que até era a favor das revoltosas, queriam era divertirem-se.” “O Povo não vale nada. Os guerrilhas nada são. Onde chega o 16. Treme a terra e bole o chão.” “Quando a revolução chegou ao fim. Os miguelistas não quiseram perder a oportunidade da derrota e derrotaram o cabralismo, só que por pouco tempo, passando a crise a Rainha recompus novamente e, pouco a pouco levou novamente os Cabrais ao poder.” “Baqueou a tirania, Nobre povo, é vencedor. Generoso, ousado e livre, Demos glória ao teu valor. Eia àvante! Portugueses, Eia àvante! Não temer! Pela Santa liberdade, Triunfar ou perecer! Algemada era a nação, Mas é livre ainda uma vez; Ora, e sempre, é caro à pátria, O heroísmo português. Eia àvante! Portugueses, Eia àvante! Não temer! Pela Santa liberdade, Triunfar ou perecer! Lá raiou a liberdade, Que a nação há-de aditar, Glória ao Minho, que primeiro, O seu grito fez soar. Eia àvante! Portugueses, Eia àvante! Não temer! Pela Santa liberdade, Triunfar ou perecer! Segue, oh povo, o belo exemplo. De tamanha heroicidade, Nunca mais deixes tiranos. Ameaçar a liberdade. Eia àvante! Portugueses, Eia àvante! Não temer! Pela Santa liberdade, Triunfar ou perecer! Fugi, despostas, fugi, Vós, algozes da nação! Livre, a Pátria vos repulsa! Terminou a escravidão. Eia àvante! Portugueses, Eia àvante! Não temer! Pela Santa liberdade, Triunfar ou perecer! Caía um trono, caia um rei, Onde impera a tirania, Mas dum povo a Liberdade, Não se perca um dia! Eia àvante! Portugueses, Eia àvante! Não temer! Pela Santa liberdade, Triunfar ou perecer! Esta mulher cá do Minho, Da foice fez espada, Há-de ter na lusa história, Uma página dourada. Eia àvante! Portugueses, Eia àvante! Não temer! Pela Santa liberdade, Triunfar ou perecer!” As sete magnificas, centradas no lugar e no local da estátua existente: …No meu ver era mesmo aqui neste local central, nesta rotunda, que deveriam estar as sete magnificas mulheres da revolução, como diz o lema, “Estátua das sete mulheres do Minho” e, viradas em todas as direcções, dar o beneficio da dúvida. - Pois assim dava-nos razão à razão! E todos estávamos certos daquilo que pensamos e, se escreveu no passado e presente, principalmente pelos nossos ante queridos, e respeita-los, para não haver mais preconceito no futuro, haver harmonia entre os povos e a história… - Hei-de fazer por isso hoje e sempre, enquanto vivo, que depois de morto, sou nada, nada, nada, e acontece-me talvez como a “Maria da Fonte”.
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas)
inspiracaodoautor@sapo.pt
Sobradelo da Goma – Póvoa de Lanhoso
Actualmente em Zürich - Colaborador em http://www.gazetalusofona.ch,
Quelhas; entrevistas ao mundo artístico, intelectual e social na Suiça, mensalmente, assim como a história da Maria da Fonte. (ver em pág. Gazeta)
Livros do autor - BREVEMENTE: Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário…
autor “quelhas”
July 27th, 2008 at 7:41 am
Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os cabrais
Que são falsos à nação
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
O livro aqui descrito está dividido em 7 partes distintas, no qual terá apenas metada da narração, assim sendo, o autor quer reservar o direito de esconder a outra parte para os curiosos depois e após a edição que está para breve, adquirirem o livro com entosiasmo… e curiosidade…
Quelhas o inspirador, o literáto ocasional, o homem e o poeta, entre outros, obra de livro infantil, poemas e história com histórias… Um abraço aos leitores e principalmente às gentes da minha terra e da Maria da Fonte…
July 27th, 2008 at 10:03 am
Codigo do hino da Maria da Fonte…
Maria da Fonte - Vitorino
Quelhas; Um dia quando morrer, heide dar a vez a uma criança nascer…
July 31st, 2008 at 8:39 pm
Esse Quelhas é muito ignorante! Ele são erros ortográficos, ele são mentiras históricas, ele são apreciações bimbas, afinal, que que crédito merece quem entulha um site com tanta asneirola? Ó sr. administrador do site, por favor, veja se coa aquilo que para aqui é atirado, sob pena de o que não é verdade histórica pode passar a sê-lo. Sob pena de alguma criança ler estas asneiras todas e ficar confusa. Quem quiser saber algo sobre a Revolução da Maria da Fonte tem à escolha vários livros de autores credíveis….
August 8th, 2008 at 9:28 pm
Identifique-se!
Pensei muito,mas, não consegui resistir à resposta.
Em primeira instãncia, ignorante é voçê!
Depois não sou professor de português, à prior, os meus livros são corregidos por um prof. e este rascunho ainda não é um livro, mas vai sê-lo…
Mentiras; Não!…
As apreciações são minhas e muito minhas, porque sou um livre pensador, e, tenho a liberdade de pensar…
Quêm é voçê para julgar os outros?
Como pode passar a ser verdade a versão que descrevo a história da Maria da Fonte, quando estou a escrever sobre os livros e os autores que escreveram sobre ela, a confusão que todos eles geraram em prol da nossa Maria da Fonte.
Então, se as crianças ou mesmo adultos lerem um só livro, acreditam nesse livro.
Se lerem dois ou mais livros ficam confusos.
Portanto, eu, estou a tentar explicar, que a história da Maria da Fonte tem várias versões, de mil e um autores…
E, juntando todos aqueles autores que escreveram o tema da Maria da Fonte, porém, da melhor forma possível tento explicar, juntando um pouco de cada detalhe desses mesmos autores.
Vamos lá saber!
Quem são os autores crediveis?
Será voçê?
Na ignorancia!?
Nota: A revolta popular, enigmática, foi reconhecida, digamos, designada como a Revolução da “Maria” da Fonte, onde há várias versões em simultâneo.
Há também quem diga que a história da (Maria) da Fonte foi: verdade – meia verdade – mito – ficção – lenda ou história…
Quem somos nós para contradizer, Camilo Castelo Branco, e outro autores que viveram por dentro a história da Maria da Fonte, e, que já não estão cá entre nós para se defenderem!
Se realmente nós no presente lemos os livros deles?!…
Apenas estou a fazer, história com histórias…
E não a dizer mentiras.
P/F, Identifique-se!
August 8th, 2008 at 9:33 pm
Livros consultados pelo autor:
Revolta popular, Maria da Fonte, Póvoa de Lanhoso, 1846…
Camilo Castelo Branco, Maria da Fonte, IAG – Artes Gráficas, LD.A Lisboa, 1886
– Reeditado, Edição Frenesi, 2001
– Referencia de Padre Casimiro: Apontamentos para a História da Revolução do Minho em 1846
ou da Maria da Fonte finda a Guerra em 1847, 1883
Paixão Bastos, Maria Luíza Balaio ou A Maria da Fonte, Edição Tip. Moderna, LDA. Lisboa, 1945
– Reeditado, João Tinoco de Faria – Edição C.M. Póvoa de Lanhoso, 1996
– Reeditado, José Abílio Coelho, Editora Ave Rara, Póvoa de Lanhoso, 2004
Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Edição, Ofic. Gráf. PAX, Braga, 1956
Joaquim Palminha Silva, A Revolução da Maria da Fonte, Subsídios para a sua História e interpretação, Edições Afrontamento, Porto, 1978
António Feliciano de Castilho, Crónica Certa e Muito Verdadeira de Maria da Fonte, A regra do jogo Edições, LDA., Lisboa, 1984
Dino de Sousa, A revolução da Maria da Fonte: teatro, Edição Engenho Gráfico, Póvoa de Lanhoso, 1995
Dino de Sousa, A revolução da Maria da Fonte: Banda desenhada, de Domingos Silva, Compolito, Edição C.M. Póvoa de Lanhoso, 1996
João Tinoco de Faria, Luísa Balaio ou A Maria da Fonte, Edição, Câmara Municipal Póvoa Lanhoso, 1996
Referencia do livro de: Paixão Bastos, 1945
Azevedo Coutinho, História da revolução da Maria da Fonte, Editorial Ave Rara, Póvoa de Lanhoso, 1997
Prefacio: Paulo A. R. Freitas – Referencia no jornal Maria da Fonte, Apontamentos históricos, 1886
José Abílio Coelho, Maria Luísa Balaio ou A Maria da Fonte, Editora Ave Rara, Póvoa de Lanhoso, 2004
N. A., Paulo A. R. Freitas – Referencia do livro de: Paixão Bastos, 1945
Ana Sofia Pinto, O mistério da Maria da Fonte, Edições Sílabo, LDA, Lisboa, 2007
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas), Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, Edição Graficamares, Amares, 2008
Referencias nos livros descritos em cima – em diálogos sob pesquisa, com pessoas do concelho da Póvoa de Lanhoso e arredores – gentes de todas as idades e familiares vivos e já falecidos.
O autor: Quelhas
Outras monografias e estudos diversos dos intervenientes seguintes…
ALVIM, Maria Helena Vilas Boas e
Achegas para a história da Maria da Fonte. “O Tripeiro”, Porto, 7.a série, 15 (9), Set. 1996, p. 277-282, il.
ALVIM, Maria Helena Vilas Boas e
Discursos sobre a educação da mulher no Portugal de Oitocentos in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 245-248.
Apontamentos para a historia da epocha. Guimarães, Typographia Bracharense, 1847.
BARREIROS, Eduardo Montufar
Os papeis de meu pae: II vol. – A correspondência. Lisboa, M. Gomes, 1904.
BASTOS, Paixão
Maria Luíza Balaio ou Maria da Fonte. Lisboa, Tip. Moderna, 1945. Edição fac-similada: Póvoa de Lanhoso, 1996.
BONIFÁCIO, Maria de Fátima
Seis estudos sobre o liberalismo português. Lisboa, Estampa, 1991 (Imprensa Universitária, 89).
BONIFÁCIO, Maria de Fátima
História da guerra civil da Patuleia. Lisboa, Estampa, 1993.
BRANDÃO, Maria de Fátima da Silva
Maria da Fonte: uma história ainda por contar in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 33-49.
CABRAL, Alexandre
A lenda de “Camilo Guerrilheiro”. “Boletim da Casa de Camilo”, V.N. Famalicão, 3.a série, 2, 1983, p. 7-39.
CABRAL, João de Pina; FEIJÓ, Rui G.
Um conflito de atitudes perante a morte: a questão dos cemitérios no Portugal contemporâneo in “A morte no Portugal contemporâneo”. Lisboa, Querco, 1985.
CABRAL, José Bernardo da Silva
Habitantes da Província do Minho. Porto, Ty. de Gandra & Filhos, 1846. (Proclamação apelando aos habitantes do Minho para não participarem na revolta).
CABRAL, Manuel Vilaverde
O desenvolvimento do capitalismo em Portugal no século XIX. 2ª ed. rev. e acresc. Lisboa, A Regra do Jogo, 1977.
CALAZANS, Fernando
A Maria da Fonte como inspiradora musical: algumas facetas in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 97-110.
CALDAS, José
Historia de um fogo-morto: 1258-1848. Vianna do Castello. Porto, Livraria Chardron, 1903.
CAPELA, José Viriato; BORRALHEIRO, Rogério
A “Maria da Fonte” na Póvoa de Lanhoso: novos elementos para a sua história. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996.
CAPELA, José Viriato
A Revolução da Maria da Fonte e a aplicação das leis da saúde no arcebispado de Braga “Theologia”, Braga, 33 (2) 1998, p. 537-567.
CAPELA, José Viriato; Borralheiro, Rogério
A Revolução do Minho de 1846 e as reformas da administração in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 169-184.
CAPELA, José Viriato
A Revolução do Minho de 1846: Os difíceis anos de implantação do libera¬lismo. Braga, Governo Civil de Braga, 1997.
Carta II de Maria da Fonte aos senhores ministros de 19 de Julho. Lisboa, Imprensa Nevesiana, 1846.
CARVALHO, Joaquim de
Da restauração da Carta Constitucional à “Regeneração”. in PERES, Damião (Dir.) “História de Portugal”, vol. 7, Barcelos, Portucalense Editora, 1935.
CARVALHO, Jorge Brandão de
Braga e a revolta da Maria da Fonte. “Diário do Minho”, Braga, 22 Abr. 1996, p. 2.
CARVALHO, Jorge Brandão de
A Maria da Fonte nas “Memórias de Braga” do Dr. Chasco in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 111-130.
CASIMIRO, Padre
v.
VIEIRA, Casimiro José
CASTELO BRANCO, Alipio Freire de Figueiredo Abreu
Repertorio ou indice geral alfabetico e remissivo de toda a legislação portuguesa publicada desde Julho de 1840 até Dezembro de 1848. Lisboa, Imprensa Nacional, 1848.
CASTELO BRANCO, Camilo
Maria da Fonte: a propósito dos “Apontamentos para a história da revolução do Minho em 1846”. Porto, Liv. Civilisação, 1885.
CASTELO BRANCO, Camilo
Maria da Fonte. Lisboa, Ulmeiro, 1986.
Prefácio de Hélia Correia.
CASTELO BRANCO, Camilo
Memorias do Carcere. Porto, Casa de Viuva Moré, 1862. 2 vol.
CASTRO, Francisco Cirne de
A Patuleia no Alto Minho: alguns pormenores da sua história. Viana do Castelo, Junta Distrital, 1964.
COELHO, José Abílio
Algumas notas sobre a revolução das mulheres de Fontarcada in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 263-269.
COELHO, José Abílio
Maria da Fonte: 150 anos da revolta. “Tribuna de Lanhoso”, Póvoa de Lanhoso, 55, Fev. 1995 a 77, 6 Jan. 1996.
Série de artigos em publicação quinzenal.
Combate que tiverão as mulheres da freguezia de S. Torquato, contra as authoridades. Lisboa, Typ. de Viuva Rebello e Filhos, 1846.
CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996
História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, 333 p.
COSTA, João E. Barreto Caldas da
Inácio Lopes Barreto: na Guerra Peninsular, no governo de Lindoso, em Ponte de Lima. “Arquivo de Ponte de Lima”, Ponte de Lima, 6, 1985, p. 155-171.
COSTA, Luís
Para a história de Braga. Braga, APPACDM, 1995.
COUTINHO, Azevedo
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NOTA - Esta bibliografia foi originalmente publicada na revista “Forum”, Bragam 23, Jan.-Jun. 1998, p. 101-116
Última actualização: 20 de Setembro de 2001
Seguido de:
José Abílio Coelho, Maria Luísa Balaio ou A Maria da Fonte, Editora Ave Rara, Póvoa de Lanhoso, 2004
N. A., Paulo A. R. Freitas – Referencia do livro de: Paixão Bastos, 1945
Ana Sofia Pinto, O mistério da Maria da Fonte, Edições Sílabo, LDA, Lisboa, 2007
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas), Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, Edição Graficamares, Amares, 2008
História é feita de História
História é feita de Narração
História é feita de Crónica
História é feita de Biografia
História é feita de Narrativa
História é feita de Caso
História é feita de Conto
E, os contos são feitos de fadas
O autor “Quelhas”
August 8th, 2008 at 9:40 pm
Identifique-se!
Pensei muito,mas, não consegui resistir à resposta.
Em primeira instãncia, ignorante é voçê!
Depois não sou professor de português, à prior, os meus livros são corregidos por um prof. e este rascunho ainda não é um livro, mas vai sê-lo…
Mentiras; Não!…
As apreciações são minhas e muito minhas, porque sou um livre pensador, e, tenho a liberdade de pensar…
Quêm é voçê para julgar os outros?
Como pode passar a ser verdade a versão que descrevo a história da Maria da Fonte, quando estou a escrever sobre os livros e os autores que escreveram sobre ela, a confusão que todos eles geraram em prol da nossa Maria da Fonte.
Então, se as crianças ou mesmo adultos lerem um só livro, acreditam nesse livro.
Se lerem dois ou mais livros ficam confusos.
Portanto, eu, estou a tentar explicar, que a história da Maria da Fonte tem várias versões, de mil e um autores…
E, juntando todos aqueles autores que escreveram o tema da Maria da Fonte, porém, da melhor forma possível tento explicar, juntando um pouco de cada detalhe desses mesmos autores.
Vamos lá saber!
Quem são os autores crediveis?
Será voçê?
Na ignorancia!?
Nota: A revolta popular, enigmática, foi reconhecida, digamos, designada como a Revolução da “Maria” da Fonte, onde há várias versões em simultâneo.
Há também quem diga que a história da (Maria) da Fonte foi: verdade – meia verdade – mito – ficção – lenda ou história…
Quem somos nós para contradizer, Camilo Castelo Branco, e outro autores que viveram por dentro a história da Maria da Fonte, e, que já não estão cá entre nós para se defenderem!
Se realmente nós no presente lemos os livros deles?!…
Apenas estou a fazer, história com histórias…
E não a dizer mentiras.
P/F, Identifique-se!
Para responder privado, inspiracaodoautor@sapo.pt
August 11th, 2008 at 2:48 pm
Um escritor por mais que medite,
Escreva e pense,
Nunca;
Jamais se lhe esgotam as palavras,
Não é por acaso que ele é um literato e um sábio,
Pois enquanto houver letras,
Ele apenas brinca com elas e não as deixa acabar,
Simplesmente constrói mais palavras.
August 11th, 2008 at 9:27 pm
Resposta ao anonimato da Maria da Fonte.
Concordo com o autor QUELHAS pelo facto de ele transmitir algumas opiniões pessoais, boatos do povo, um pouco de ideias descritas por vários autores/escritores, que são do tempo da Heroina Maria da Fonte, e de autores contemperânios, sobretudo, um pouco de história.
Também não está a omitir que várias freguesias do Concelho de Póvoa de Lanhoso, queriam a Maria da Fonte para a sua freguesia como Heroina.
A verecidade de haver no minimo 4 estatuetas e todas elas diferentes, em Portugal e Angola corresponde à realidade.
Cada escritor escreveu à sua maneira e pensamento, talvez foram sensurados no passado e presente, assim como o QUELHAS…
Mas de facto o que aqui quero refletir e dando resposta ao ANONIMATO, daquela (o), que chamou de ignorante ao escritor, foi lamentavelmente mal educado, decerto encontrava outra maneira para o fazer literáriamente, educadamente…
O que interessa é o bem estar do autor, e que diga o que lhe vai na cosciencia, gostei da resposta do autor, educadamente, ao ANONIMATO.
Caro QUELHAS, tem o meu apoio, vá em frente e deixe as críticas para os críticos, é certo que as críticas destrotivas são tão boas como ascríticas contrutivas, dão a conhecer mais depressa o autor para se lançar para o futuro próximo, bem hajas QUELHAS e segue em frente, que em frente é que é o futuro…
E a dor de cotovelo atingue muita gente, e ainda eles não sabém que o livro está para ser editado em Alemão para comercializar na Suíça e Alemanha.
O ANONIMATO desce.
O Quelhas sobe.
August 11th, 2008 at 9:44 pm
O que importa é a consciência de cada um, ninguém pode sensurar os outros pelas suas opiniões e e sensibilidades.
A MARIA DA FONTE é, e todos nós sabemos, uma figura controversa, não vai nunca ninguém mudar a história, porque ela vai ser sempre confusa, quem sabe se o Quelhas não vai explicar melhor aos leitores que lerem o site ou o jornal Gazeta Lusófona na Suíça, irão entender melhor a história, pois ele reflecte muito e bem, em outros autores, que sita o nome deles por exelência, e se à mentira passa por esses autores, pois ele apenas dá a sua opinião pessoal e não peca por isso!?
August 11th, 2008 at 10:09 pm
é sempre bom haver pessoas dinamicas como o quelhas, força.
nâo comento os outros, posso dizer asneiras, mas estou a tentar perceber bem a mensagem do autor. continua não deixes o mundo parado.
August 11th, 2008 at 10:24 pm
August 12th, 2008 at 8:55 pm
São controversos: Padre Casimiro – protagonista, Camilo Castelo Branco – romanceador, Dino de Sousa – jornalista, Inocêncio – poeta, António Feliciano de Castilho – escritor, Paixão Bastos – historiador, José Abílio Coelho – Jornalista, Paulo Ribeiro Freitas – Historiador – Quelhas um literato ocasional.
Para uns é a (Maria) Luísa Balaio, para outros a (Maria) Angelina Lage, ou a Joana (Maria) Esteves, etc…
Depende muito a quem se pergunta!
Quem é, ou de onde é, a verdadeira (Maria) da Fonte?
Se fizermos esta pergunta aos populares a nascente do concelho da Póvoa de Lanhoso até Font`Arcada, consistem em maioria na (Maria) Angelina Lage, de Font`Arcada, e alguns na Joana (Maria) Esteves, de Oliveira.
Se fizermos esta pergunta aos populares a centro do concelho da Póvoa de Lanhoso, consistem em maioria na (Maria) Luísa Balaio, da vila, e, (Maria) Angelina Lage, de Font`Arcada, e alguns na, Josefa Caetana da (Fonte), de Galegos.
Se fizermos esta pergunta aos populares a poente, baixo concelho da Póvoa de Lanhoso, consistem em maioria na Joana (Maria) Esteves, de Verim, e não de Oliveira, e alguns na (Maria) Luísa Balaio, da vila.
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Autor de; Inspiração do Compositor
O livro da criança
Colaborador jornalistico; Gazeta Lusófona
Terras de Lanhoso
Obrigado pelos comentários, mesmo aqueles que não gosto, aprecio as ideias de todos, desde, que, sejam razoávelmente bem comportados.
Um abraço do autor.
inspiracaodoautor@sapo.pt
August 15th, 2008 at 9:33 pm
In, A revolução da Maria da Fonte - Subsídios para a sua historia e interpretação, Joaquim Palminha Silva, Edições Afrontamento, Porto, 1978.
“O nome de Maria da Fonte começa a aparcer. Muitas mulheres foram dadas como sendo as autoras do despoletar da revolução, portanto mais Marias da Fonte existiram. Os biogrofos de algumas, os raros historiadores da revolução que existiram, nunca conseguiram pôr-se de acordo sobre uma personalidade bem defenida”
Em prol de tudo aquilo que se escreveu sobre a Heroína da Terra das (Marias) da Fonte, da história da Póvoa de Lanhoso, do Minho e de Portugal, a mulher que foi verecidade em carne e osso, mas contudo, acabou por se afastar e não dar a cara, mas sim dar lugar a um fantasma…
A incógnita é saber realmente quem foi essa mulher, inigma, e, porque não virtual!?
Inigma e virtual salvo seja!
Pórem, essa confusão toda que circunda em volta da mulher de armas, do Minho e sobretudo da Póvoa de Lanhoso, foi exactamente por ela ter-se escondido no infinito, na escoridão e no tempo, ficar invisível aos olhos de todos os curiosos até aos dias de hoje e nunca mais ser encontrada.
Já todos nós sabemos, que existem várias versões, quer de populares, quer por escritores do tempo dela até aos dias de hoje, naquela altura a maior parte das mulheres eram baptizadas de (Maria), e tinham um (fontanário) por perto, e, todas elas queriam ser a verdadeira (Maria da Fonte), pela mesma razâo que citei atrás, a tal (Maria) mesteriosa que desapareceu do mapa de Portugal…
É, e foi legítemo, que, para dar nome à revolução, tinha que existir um nome, e uma pessoa, esse nome foi-lhe dado, (Maria da Fonte), e a pessoa que nessa altura estava associada a esse nome, era mesmo, (Maria) Luísa Balaio, com alcunha de (Fonte), por viver ao pé de uma (fonte/fontanário), ex. a questão do título deste livro “Terra das (Marias) da Fonte ou fontanario”, contudo, também está associada, pelo motivo de dar de beber e comer às guerrelheiras da revolução e encentiva-las para a guerrilha, contra as Leis Novas do governo Costa Cabral, contra os enterramentos fora da igreja e o encerramento das Côrtes e a anulação das Leis de Saúde Pública e também a reforma do Processo Tributário.
Por conseguinte, e, tudo leva a crer, também não escondo a minha ideia, conforme escolheram (Maria) Luísa, podiam mesmo escolher outra qualquer (Maria), que estivesse perto da revolução do minho, nessa mesma altura que se deu a guerrilha do povo em Font’arcada e se estedeu ao país inteiro…
Diz o livro, A Revolução da Maria da Fonte, que , quanto ao local, querem crer que foi no lugar de Fontarcada que tudo aconteceu…
- Quero aqui reflectir, que hoje Fontarcada é uma freguesia, que antigamente fazia fronteira com a freguesia de Lanhoso, junto do riacho do parque do Pontido. As duas freguesias antigamente, assim como hoje, eram importantes devido, a uma ter, o Mosteiro de Fontarcada, e a outra ter, o Castelo de Lanhoso, ambos monumentos nacionais. Posteriormente, as duas freguesias foram, então, separadas pela sede do municipio do concelho da Póvoa de Lanhoso, cujo, a freguesia é Nossa Senhora do Amparo, por isso se diz que Maria Luísa Balaio é da Póvoa de Lanhoso…
O Hino da Maria da Fonte foi-se alterando, ou seja acrescentado pelos dizeres do povo, escrito e cantado por grupos populares e estudantinas, mais frase menos frase, mas sempre em poema e verso.
O Hino original criado pelo maestro Angelo Frondoni, continua digno, e foi durante muitos anos a música do Partido Progessista.
O Hino Nacional da Maria da Fonte é uma mais valia, identico, quase igual ao Hino da República Portuguesa, sendo que o primeiro é normalmente usado para saudar altos cargos militares, e ministros da Republica, enquanto que o segundo é sempre utilizado na presença do Presidente da Républica.
Dessas contorias , também se foi alterando a história, se ela já era confusa, mais confusa ficou, contudo os escritores foram escrevendo com as suas perfeições e ideias, pegando também nas frases e canticos populares do povo…
A ser verdade, a intredução de algusns escritores, que, Maria da Fonte, exibiu uma carabina e duas pistolas, outros descreveram apenas a exibição de uma fouçe/ruçadoura e paus.
Alego que à centena e meio de anos, na minha boa capacidade de raciocínio, no meu ponto de vista, na minha mente, e, devido às circunstãncias de vida de um povo com um poder económico fraco e atrazado naquele tempo, as armas provaveis eram, e, sem dúvidas nenhumas, aquelas, que tinham fabrico artesanal, e, quem citou as pistolas foi um absurdo quanto à imaginação daquilo que escreveu…
Estarão certos, todos aqueles que escreveram e descreveram as armas da Maria da Fonte, dos populares, de fouces, chuços e páus etc…
Tenho dito; Ponto final. Paragráfo!…
E você?!
Tire as suas conclusões, estou certo que tem a sua capacidade de raciocínio…
August 16th, 2008 at 8:03 pm
August 19th, 2008 at 8:30 pm
“Para escrever é preciso ter Dons, e tu provastes que os tens. Provastes porque infelizmente tens que ser Trabalhador e Escritor e outras coisas mais. Como sabes eu adoro ler e já li muitas biografias de Escritores que começaram como tu, com as mesmas semelhanças e Hoje tem o seu nome na História, são Homenageados e caso de Estudo.
Parabéns, Felicidades, e acima de tudo nunca desistas dos teus propósitos.”
In, caixa de e-mail: inspiracaodoautor@sapo.pt
August 19th, 2008 at 8:31 pm
“Perco-me em grandes palavras infinitas que explicam um sentimento casual que já findou,
escrevendo algumas coisas bonitas que
escondem a dor que as causou e a frustração
que é normal nunca dizer tal e qual este
Universo infinito que esconde a outra metade
que eu tenho mas não te dou!!!
A realidade é o que ficou.”
In, Nuno Oliveira – Realidade Sombria, Gráfica vimaranense, Guimarães, 2002. Capa.
August 19th, 2008 at 8:32 pm
Póvoa de Lanhoso terra da Filigrana ou do granito!?
Castelo de Lanhoso ou da Póvoa de Lanhoso!?
Concelho situado no coração do Minho ou da serra!?
O coração do Minho é D`ouro ou verde!?
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas)
August 19th, 2008 at 8:40 pm
“João, acabo de ler o texto sobre as Marias da Fonte. Está confuso, muito confuso. Assim não dá. Você não pode escrever o que vem à cabeça e mandar. Eu publico o texto, mas você tem que o rever uma, duas, três… dez vezes se for preciso. Eu revejo os meus textos várias vezes. Mas o Eça de Quierós que era o grande escritor do seu tempo e um dos maiores de sempre, revia os seus artigos dezenas de vezes, até não ter uma palavra a mais, uma vírgula a menos. Você não pode deitar para o papel o que lhe vem à cabeça e pensar que já está. Isso é para os génios e talvez nem para esses. Portanto, releia o texto, corrija, corte, pode, volte a podar, volte a ler e a refazer o que tiver de ser feito e quando estiver pronto, assim sim, mande que eu publico.”
In, caixa de E-mail: inspiracaodoautor@sapo.pt
August 19th, 2008 at 8:42 pm
Uma história é um livro,
Um livro é prosa,
É poema,
É verso,
É divulgação,
É crítica,
É biografia,
É história,
É principalmente um sentimento oculto,
Dentro de um autor,
Que só se revela através da escrita emocional,
E porque só assim o consegue manifestar,
Por timidez ou sentimentos.
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas)
August 19th, 2008 at 8:43 pm
Um livro é uma liberdade de expressão,
que nos dá direito de dizermos o que sentimos,
para te dar testemunho da realidade da vida.
João Carlos Veloso Gonçalves (Quelhas)
August 19th, 2008 at 8:51 pm
Vou de seguida comentar ao premenor tudo aquilo que alguns autores escreveram sobre a Maria da Fonte, faço das palavras deles as minhas palavras e não mentiras!…
Quelhas o inspirador
Um abraço a todos aqueles que tiverem o previlégio de ver esta magnifica Pagina, parabens ao autor dela, é de utilidade por ex.a…
Um abraço.
August 20th, 2008 at 6:33 pm
já tinha lido Camilo Castelo Branco, Paixão Bastos e Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal.
Agora estou a perceber bem melhor a história que até agora me fazia confusão, os autores de veras não teem as mesmas convicções, aqui o inspirador diz e muito bem que se uns omitiram outros enventaram, no entanto a revolução da Maria da Fonte, assim como diz o hino é verdadeira, quanto à mulher deixa muito a desejar uma vez que esta se pirou e nunca mais foi encontrada, encontrado sim um nome!
August 20th, 2008 at 6:37 pm
“Servida pela estrada de Braga a Cabeceiras de Bastos, encontra-se, passada que seja a Póvoa de Lanhoso, a cujo concelho pertence, a freguesia de Fontarcada, de sobejo conhecida pela sua história política e religiosa. Aquela, a recordar-nos as lutas fraticidas do século passado, com todos os espectaculosos desvarios da populaça amotinada à voz da famigerada «Maria da Fonte» – dali natural; a outra, a evocar-nos, em toda a sua irradiante espiritualidade, a beleza de uma era confiada, simplesmente, ao domínio da fé e da arte.
Falemos desta, por menos divulgada, se bem que represente uma das mais expressivas antiguidades do concelho.”
In, Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Ofic. Gráf. PAX, Braga, 1956. p. 135
August 20th, 2008 at 6:38 pm
Todos os livros são duvidosos acerca da “Maria” da Fonte, acredites naquilo que quiseres acreditar…
Pode ser ou não ser: verdade – meia verdade – mito – ficção – lenda ou história.
Conversava o Velhote, Zé Mendrinha para o Dino de Sousa:
“<>
- <>
- <>
- <>
- Poderosos? Perguntei eu.
- Sim senhor! Se quer saber, eu sei muitas coisas disso, embora lhe tenha dado pouco uso e a minha memória já não seja o que foi…”
In, Dino de Sousa, A revolução da Maria da Fonte,
Engenho Gráfico, Póvoa de Lanhoso, 1995, p. XI
August 20th, 2008 at 6:40 pm
“<>
- <>
- <>
- <>
- Poderosos? Perguntei eu.
- Sim senhor! Se quer saber, eu sei muitas coisas disso, embora lhe tenha dado pouco uso e a minha memória já não seja o que foi…”
In, Dino de Sousa, A revolução da Maria da Fonte,
Engenho Gráfico, Póvoa de Lanhoso, 1995, p. XI
August 20th, 2008 at 6:41 pm
Escreveu o poeta, Inocêncio, no seu pequeno livrinho esgotado em 1858,
tirado da escrita do mestre Manuel da Fonte,
Sapateiro, a viver no Peso da Régua, tio de Maria da Fonte,
também conhecida por Maria Atiça ou Maria da Fouce!
Reeditado por António Feliciano de Castilho.
Vocabulário: pseudocamponesa – pseudominhota
Diz o tio Manuel da Fonte:
“O retracto de Maria da Fonte que nos veio de Lisboa, e que por lá se vende como verdadeiro, é uma coisa armada da ideia de quem a fez, porque ela não traz pistolas, nem nunca trouxe; nem anda descalça; é mais magra e alta; o nariz dela é em feitio de bizegre; e tem barbas e suíças que podiam dar sedas pra todos os sapateiros do mundo; e os pés dela são muito mais compridos.”
Diz ainda o livro que a (Maria) da Fonte, apenas usava uma roçadora.
August 20th, 2008 at 6:42 pm
Diz ainda o livro que a (Maria) da Fonte, apenas usava uma roçadora.
“E tornado à história de minha sobrinha, que já esta quasi no debrum, digo, que assim que se pôs lá na sua casa nova, que pra mal dos seus pecados nem foi na terra, foi lá prá Póvoa de Lanhoso, introu a pôr em prátega com toda a pressão plano dos seus padres: pró que num casarão grande que tinha, armou loja maconeca e orotoiro tudo junto, aonde, quando arrecebia as mulheres e os servos de Deus, fazia de trono altar; e quando arrecebia os pedreiros, fazia do altar trono.”
“E quando travalhavam na pedra bruta, que é lá dezer deles era ela que presedia: e quando era pra rezas e pregações esprituais, fazia tudo o padre Casimiro que se chamava o <>, assim como ela se chamava a irmã Atiça; tudo comédias, que é o que mais há neste mundo.”
August 20th, 2008 at 6:43 pm
“Póvoa de Lanhoso povoação minhota a 18 km de Braga. Parece ter sido em Sto. André de Frades, no concelho de Póvoa de Lanhoso, que a 19 de Março de 1846, se deu a 1.ª revolta de mulheres contra a determinação da lei da saúde que obriga aos enterramentos nos cemitérios.”
August 20th, 2008 at 6:44 pm
Camilo Castelo Branco – (Maria) da Fonte
Romanceado, 38 anos depois.
“A reflexão é patriótica e judiciosa; mas, se os políticos tentassem recolher a ossada da Maria da Fonte genuína, os crânios apócrifos, seriam tantos como os de algumas sanctas que tem sete e mais caveiras em diversas igrejas.”
August 20th, 2008 at 6:45 pm
Camilo diz;
“São tantas as (Marias) da Fonte que…”
August 20th, 2008 at 6:45 pm
Maria da Fonte a propósito dos “Apontamentos
para a historia da revolução do Minho em 1846”
Divulgados recentemente pelo reverendo – padre Casimiro.
Celebrado chefe da insurreição popular
1846 – 1885, Camilo Castelo Branco.
“Em 1846 novas e perturbantes ondas de turbulência, tendo inicio no alto Minho, varreram o país de norte a sul deixando sinais polémicos e marcas duráveis na memória colectiva lusa.
Aqueles principais sucessos, que de certa forma foram marcada ficaram fixados no aparente lusitano e a história regista como a “Revolta da Maria da Fonte” e a “guerra da Patuleia”, são objecto deste interessantíssimo livro.”
In, Camilo Castelo Branco, Maria da Fonte, 1885,
August 20th, 2008 at 6:46 pm
No livro: O mistério da Maria da Fonte
“Até à data, não havia sido possível esclarecer com clareza a verdadeira identidade da Maria da Fonte, não obstante serem-lhe atribuídos vários nomes que correspondiam a número igual de mulheres. Falava-se, por exemplo, que uma mulher, natural de Simães, Fonte Arcada, de nome Maria Angelina, teria sido a cabecilha do movimento, enquanto outros defendiam a tese que glorificava uma tal Joana Maria Esteves, filha de um bacharel. Outros nomes apontados referiam-se todavia a Maria Vidas, também a Maria Custódia, a Joaquina Carneiro ou a Josefa Caetana, sem esquecer a Maria Luísa Balaio.”
August 20th, 2008 at 6:46 pm
“ A Maria da Fonte vive perto da Fonte, daí ter-se-lhe colocado este nome. E talvez esteja mais perto de si do que imagina… Pense homem, pense… procure no sótão, no sótão… Mais não lhe posso dizer…”
August 20th, 2008 at 6:47 pm
“Não queria acreditar… Lá dentro estavam duas pistolas metidas numa larga faixa, uma carabina, um colete dela, um saiote encarnado e um enorme chapéu de abas largas… Estava descoberta a Maria da Fonte…”
August 20th, 2008 at 6:47 pm
No Livro de: “A revolução da Maria da Fonte”
de Dino de Sousa – Teatro, diz:
“Que no dia 22 de Abril de 1846, a Rainha mandava publicar no n.º 93 do Diário do Governo, um decreto que dava plenos poderes extraordinários a José Bernardo da Silva Cabral: Cabrais. Meu Ministro e Secretario d`Estado dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça…”
“…Sendo necessário nas actuaes circunstâncias reprimir com prontas e enérgicas medidas, a revolta que acaba de manifestar-se na Província do Minho; e reconhecendo em a nossa pessoa abalizados conhecimentos, capacidade e muita adesão pelo Trono, e carta Constitucional da Monarquia, pela qual tendes praticado importantes serviços, tenho resolvido autorizar-vos para vos ocupares incessantemente de todas as províncias que vos parecem adequadas a fazer entrar as revoltosas em seus deveres…”
“Os Miguelistas, tropas da Rainha estavam esmorecidos, por isso talvez a Majestade, desse poder aos Cabrais, governo Costa Cabral.”
“O Administrador julgava, que a partir da chegada dos soldados, as mulheres valorosas, cita, mas bêbadas e comandadas por uma tasqueira não iriam desafiar a autoridade.
Sendo que o Furriel andava derretido por “Maria” Angelina, que até era a favor das revoltosas, queriam era divertirem-se.”
August 20th, 2008 at 6:47 pm
“Quando a revolução chegou ao fim. Os miguelistas não quiseram perder a oportunidade da derrota e derrotaram o cabralismo, só que por pouco tempo, passando a crise a Rainha recompus novamente e, pouco a pouco levou novamente os Cabrais ao poder.”
August 20th, 2008 at 6:48 pm
No livro, Azevedo Coutinho, História da revolução da Maria da Fonte.
“Assim, pois, embora a Maria Angelina de Simães fosse a heroína da revolta, não foi, por certo a que deu o nome à revolução, e a única aceitável, e que se crê verdadeira, de tal nome é a que fica fielmente narrada.”
August 20th, 2008 at 6:49 pm
In, A revolução da Maria da Fonte - Subsídios para a sua historia e interpretação,
Joaquim Palminha Silva, Edições Afrontamento, Porto, 1978.
“O nome de Maria da Fonte começa a aparcer. Muitas mulheres foram dadas como sendo as autoras do despoletar da revolução, portanto mais Marias da Fonte existiram. Os biogrofos de algumas, os raros historiadores da revolução que existiram, nunca conseguiram pôr-se de acordo sobre uma personalidade bem defenida”
August 20th, 2008 at 6:49 pm
“Apesar de todas as dúvidas e, simultaneamente, por todas as vicissitudes que a rodeiam, a “Maria da Fonte” contínua, ainda hoje, a personificar uma luta desigual – a luta do mais fraco pela sua “razão” ”
No Preâmbulo do livro;
Maria Luísa Balaio ou A Maria da Fonte, de Paixão Bastos
August 20th, 2008 at 6:50 pm
“Heroína congregadora de aplausos quer vindos dos mais extremistas, quer dos liberais, dos cartistas ou dos mais conservadores; mulher <>, lutadora, defensora de ideias, de valores e de crenças, muitas das vezes subvertidos às pretensões de uns ou de outros.
Esta Heroína, enquanto mulher, ou enquanto figura mítica da História de Portugal, teve o seu momento de intervenção activa na História há já 150 anos.”
August 20th, 2008 at 6:51 pm
Todos aqueles autores, que já morreram nada têm a dizer sobre o assunto da Maria da Fonte, e, quem sou eu para saber tanto como eles, se me deixaram os livros deles! Porém todos, e, qualquer um autor vivo, sabe tanto ou menos que eles, leram concerteza nos mesmos livros que eu, e, deram o seu parecer e ficção… Quem somos nós para duvidar do Padre Casimiro!? Ele esteve mais perto dos acontecimentos da Revolução da Maria da Fonte ou do Minho.!? Camilo Castelo Branco e Paixão Bastos e tantos outros escritores são controversos! Mas todos tiveram direito de liberdade e liberdade de expressão… Antes e Pós o 25 de Abril de 1974 – e na transição da ditadura – Pide/democracia…
Quelhas o inspirador
August 20th, 2008 at 6:57 pm
Perdão. Pelo espaço ocupado, espero que seja de alguma utilidade pública e …
e-mail do autor: inspiracaodoautor@sapo.pt
August 21st, 2008 at 8:40 pm
O livro da criança - autor Quelhas - à venda na Lusolivro em Zürich.
August 21st, 2008 at 8:41 pm
Inspiração do Compositor - autor Quelhas - à venda na Lusolivro em Zürich.
August 21st, 2008 at 8:46 pm
Brevemente: Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário - autor Quelhas - em correcção.
August 22nd, 2008 at 4:43 pm
Brevemente: Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário - autor Quelhas - em correcção - Quelhas
August 26th, 2008 at 8:05 pm
Mensagem:
Três livros na manga do autor,
Que baptizou, \”Quelhas - inspirador\”
Coisa que nunca o pensou!
Mas o tempo o deliberou,
O sonho que o inspirou, por ser sonhador…
\”Inspiração do Compositor,\”
São poemas de vida, concebida,
É o livro de poemas d,amor…
Onde está a minha e tua vida.
Com ou sem furor…
\”O livro da criança,\”
São histórias e ilustração…
Para quem o ler, ficará em lembrança…
Talvez, quem sabe no coração.
Para relembrares a tua infancia…
\”Terra das (Marias) da Fonte ou fontánario\”
A história em livro vem em terceiro, talvez!
Na Gazeta já é pioneiro e oficial.
A lenda da (Maria) sai uma vez por mês,
Dividido em oito partes distintas e formal…
Porém, \”Quelhas\” também é jornalista!
Um literato ocasional com ambição.
Na Gazeta Lusofona faz entrevistas,
\”Mas que grand,a idiota, senão…
De crer dar nas vistas.
O autor é um louco que nem o sente,
E, o menos conhecido da sua terra Natal!?
O escritor que mais livros vende, então.
Deixando, boqueabertos, na Suíça e em Portugal…
Os críticos, Povoenses, que escritores são.
Continuo a escrever com emoção,
História, e, histórias para crianças.
De vez enquanto um poema para o coração,
Jornalismo e peras!…
Para me divertir, e, fazer promoção…
Um abraço do \”Quelhas\” para todos aqueles que lerem este magnifico Saite, e, ah, aquel abraço a todos os meus amigos, bem hajam.
Nome:João Carlos Veloso Gonçalves \”Quelhas\”
September 3rd, 2008 at 8:23 pm
…Adapte a música;
“Maria do Monte” por “Maria da Fonte”, nascida e criada, num fontanário em Fontarcada.
A lenda é antiga, mas há quem a conte, que descia um monte, uma rapariga, chamada Maria da Fonte, para beber naquela fonte, onde foi nascida.
E aquela hora por ela marcada, juntou multidões de paus, foices, chuços e enchadas.
O povo na encruzilhada, esperava a Maria, seguiam depois bem juntos, ao longo da estrada, para matar o regedor e as gentes dos Cabrais, para deixar registada, a fonte sagrada, onde tivera nascido.
Lutaram aquela hora marcada, poseram o governo fora com a revolução.
E quando tudo acabou, um certo dia, como era esperado, Maria desapareceu, na encruzilhada, não veio mais há fonte, seus olhos divinos p’ra sempre fechou, mas somente às vistas do povo.
Aldeia falou, tocaram os sinos e maria voou!?
E aquela hora, por ela marcada, juntou multidões na encruzilhada.
Mas oh santo Deus, escureceram-se os céus, fugiu a beldade, e diz-se na encruzilhada, que Maria da Fonte fugiu desesperada. E, o fontanário vai ter saudade…
Têm piada esta balada?!…
QUELHAS
September 6th, 2008 at 6:15 pm
Todos aqueles autores, que já morreram nada têm a dizer sobre o assunto da Maria da Fonte, e, quem sou eu para saber tanto como eles, se me deixaram os livros deles! Porém todos, e, qualquer um autor vivo, sabe tanto ou menos que eles, leram concerteza nos mesmos livros que eu, e, deram o seu parecer e ficção… Quem somos nós para duvidar do Padre Casimiro!? Ele esteve mais perto dos acontecimentos da Revolução da Maria da Fonte ou do Minho.!? Camilo Castelo Branco e Paixão Bastos e tantos outros escritores são controversos! Mas todos tiveram direito de liberdade e liberdade de expressão… Antes e Pós o 25 de Abril de 1974 – e na transição da ditadura – Pide/democracia…
September 6th, 2008 at 6:31 pm
Gosto de criticar e ser criticado, sendo a crítica construtiva igual à destrutiva , no que diz respeito, apenas, à promução…
September 7th, 2008 at 10:50 am
Todos aqueles autores, que já morreram nada têm a dizer sobre o assunto da Maria da Fonte, e, quem sou eu para saber tanto como eles, se me deixaram os livros deles! Porém todos, e, qualquer um autor vivo, sabe tanto ou menos que eles, leram concerteza nos mesmos livros que eu, e, deram o seu parecer e ficção… Quem somos nós para duvidar do Padre Casimiro!? Ele esteve mais perto dos acontecimentos da Revolução da Maria da Fonte ou do Minho.!? Camilo Castelo Branco e Paixão Bastos e tantos outros escritores são controversos! Mas todos tiveram direito de liberdade e liberdade de expressão… Antes e Pós o 25 de Abril de 1974 – e na transição da ditadura – Pide/democracia…
Quelhas o inspirador
September 10th, 2008 at 3:19 pm
O quelhas e mesmo um genio.
devo dizer/lhe para seguir em frente, que em frente e que e o futuro.
Ja pesquisei a Maria da Fonte e ele tem rayao em apontar certas criticas e verdades sobre este polemico assunto de historia portuguesa.
estou ancioso pelo teu livro, e devora/lo, pois tenho a certeya que vai ser muito importante para os mais novos, que alguns dos mais velhos andam enganados, porque nao sabem ler e sabem aquilo que os ensinaram vervalmente.
Iran
September 21st, 2008 at 8:56 pm
A maria da fonte e um assunto muito serio para a povoa de lanhoso e para portugal.
muito serio para os povoenses, mas no contexto daquilo que li nas notas do quelhas e dos autores que ele citou, dou-lhe os meus parabens por ele por tudo a nu e cru e sem represalias.
October 3rd, 2008 at 7:00 pm
Casa da Botica
Os nossos cumprimentos,
A Biblioteca Municipal da Póvoa de Lanhoso / Casa da Botica, dá continuidade à acção intitulada “Autor do Mês”, propondo-se ajudar a divulgar os nomes e a obra de autores da Póvoa de Lanhoso.
O Autor do Mês de Outubro é o Pe. Manuel Magalhães dos Santos.
Agradecemos a melhor atenção e divulgação.
Atentamente,
DCT-CMPL - QUELHAS
AUTOR DO MÊS
OUTUBRO 2008
Pe. MANUEL MAGALHÃES DOS SANTOS
Biblioteca Municipal Póvoa de Lanhoso
BIOGRAFIA:
Padre Manuel Magalhães dos santos
Nasceu em Palmeira, Braga, a 2 de Maio de 1922.
Frequentou os seminários de Braga de 1939 a 1951.
Paroquiou as freguesias de Lindoso, Celeirós, Vimieiro e Póvoa de Lanhoso, desde 1965.
Foi Professor de Religião e Moral, depois de ter sido de Português e História.
Correspondente e colaborador de alguns jornais, foi director do Jornal “ Póvoa de Lanhoso”.
Dedica-se à arqueologia e fomenta a recolha do Património Local e organiza diferentes colecções.
A sua maior obra é a “Monografia da Póvoa de Lanhoso, Nossa Senhora do Amparo, Jubileus, 1990”. Levou-lhe 25 anos de estudos. Nela consagrou o princípio da Paróquia, e, 19 de Março de 1925, a sua origem e o desenvolvimento trazido à vida do seu povo.
Texto do autor
São vulgares os achados de preciosidades arqueológicas no meio em que vivemos. Acontece, porém, que parte delas não chega ao conhecimento do público. Perdem-se, pela mesquinhez do achador ou interesse, menos científico que egoísta, do primeiro entendido que as conheceu.
Não vai há muito, foi no verão de 1962, ocasionalmente, e num lugar em que nada o faria supor, veio à flor da terra uma dessas preciosidades. Num vaso de barro estava uma tamanha quantidade de moedas romanas, que os afortunados trabalhadores da terra nem sequer tiveram o cuidado de as recolher a todas, deixando estendidas e semeadas novamente, debaixo das culturas, bastantes unidades que poderiam ter o seu interesse.
(…)Tudo leva a crer, mesmo à primeira vista e sem mais informes, que os romanos, cautelosos e bons estrategas como eram, para defender a cidade das investidas bárbaras e para guarda das vias de acesso, estabelecessem postos de vigia nesse lugar privilegiado.
(…) O terreno onde se encontraram as moedas é hoje de cultivo, e desde há muito que o deve ser (…) ainda não foram encontrados outros vestígios de semelhante antiguidade nas cercanias mais próximas, pelo que se deve concluir que o vaso-cofre não foi perdido ou deixado ocasionalmente, antes escondido de propósito em circunstância aflitiva, não podendo depois reaver-se, ou por morte ou por fuga do escondedor. Essas moedas, porque são muitís