Um texto muito interressante sobre uma nova praga de “edições” que anda por aí, que quase roçam a fraude. Vale a pena ler aqui:
A pena de morte é algo que me constrange. É uma punição ao mesmo tempo sem hipótese de retorno e benéfica para o prisioneiro. Isto quando comparado por exemplo com a Prisão Perpétua. Nessa pena a pessoa tem o resto da vida para pensar no mal que fez, obrigando-a claro a trabalhar, mas isso como todos os presos deveriam ser. E caso algum dia se venha a descobrir que a punição estava errada, existe hipotese de tentar emendar, sempre com enorme prejuízo para o condenado, mas possível.
No caso da pena de morte acaba a punição rapidamente, mas ao mesmo tempo caso no futuro seja descoberta a prova da inocência, nada há a fazer. Mas porque falar da pena de morte hoje? Por a Rússia juntou-se agora a Portugal, o primeiro país a colocar na sua constituição o fim desta pena, que já acabou com esta forma bárbara de “justiça” em 1867. Sim, na nossa monarquia constitucional conseguia-mos ser progressistas e humanos, de lembrar que também fomos pioneiros na abolição da escravatura. Podemos ter estado num marasmo progressista no século XX, mas no passado soubemos por diversas vezes sê-lo.
Mas a grande questão continua a ser: Para quando a abolição deste costume nos defensores da liberdade e democracia pelo mundo? Senhor Nobel Obama, quer entrar na história com algo realmente de valor? Tem aqui a chance, mas duvido que mesmo que quisesse o conseguisse neste momento… E dizem eles ser o farol da civilização…
Se uma mesa desordenada é sinal de uma mente desordenada, o que é o significado de uma mesa vazia/limpa?
If a cluttered desk is the sign of a cluttered mind, what is the significance of a clean desk?
- Laurence J. Peter
Muito se tem falado nos últimos dias sobre o casamento homossexual. O cerne da questão tem andado pelo nome, maneira de aprovação e pela questão da adopção.
A esquerda tem dito que se deve aprovar na assembleia da república, dando como casamento com todos os direitos e deveres de um casamento heterossexual. Ou seja a questão da adopção fica automáticamente resolvida, pois um casamento por si só é um dos factores facilitadores da adopção.
A direita defende um sistema híbrido, onde a união civil entre pessoas do mesmo sexo deve ter todos os direitos e deveres de um casamento, mas preservando a questão da adopção para outra altura. Sejamos honestos, para outra altura e provavelmente para nunca, pois ideologicamente não estou a ver o centro direita e muito menos a direita a aceitar esta questão.
Na sua maioria no entanto a direita opõe-se à questão de colocar o nome de casamento na mesa sem referendo popular, e aqui reside um ponto onde queria tocar. A esquerda, pelo menos na sua parte democrática, ou seja PS, aceitou bem a ideia de referendar a interrupção voluntária da gravidez de novo, em vez de passar por uma aprovação na assembleia. Isto também se deve ao facto de a opinião pública se inclinar nos últimos anos para um sim a essa medida. No caso do casamento homossexual penso que toda a classe politica tem a noção clara que a população na sua maioria terá mais renitência, e que será provável uma rejeição clara, acredito que facilmente 70% de votos no não, em caso de referendo. E com este facto, e com a força de toda unida ter força parlamentar para aprovar qualquer medida por maioria simples, está a preparar-se para aprovar a dita lei.
O que me levanta a pergunta rápida, será isto democracia? Uma democracia é, pelo menos na teoria, uma forma de governação onde o poder em última análise se encontra com o povo. Se se pressupõe que uma consulta popular pode efectivamente negar uma mudança na sociedade preparada pelo poder politico, deverá esta ser aprovada sem uma audição clara e directa ao mesmo povo?
Será isto Democracia?
Sou um adepto confesso do trabalho do Paulo Bento. Fez um trabalho honesto, digno e pensava seriamente que podia continuar a fazê-lo. Mesmo com recursos inexperientes ou abaixo dos obtidos pelos seus rivais. A verdade é que o tempo provou, como o próprio Paulo Bento admitiu, que o seu prazo de validade no Sporting tinha acabado.
Não foi por ser mau treinador, nem por dispor de maus recursos, apenas por uma inércia que se gerou, e uma apatia entre ele e os seus subordinados, que impediu que a parceria, até aqui proveitosa, terminasse.
A opção recaiu sobre Carlos Carvalhal, o que não me entusiasmou muito, mas tenho de aceitar. Penso no entanto que é alguém que já provou bem mais que o António Villas-Boas, opção arrojada que não me deixaria muito esperançado, ou que Pekerman, este sim o primeiro alvo e que me encheria as medidas, mas não tão mau quanto isso.
Quando ao serviço do Leixões há 8 anos atingiu a final da Taça, a jogar um futebol inteligente num 4-3-3 assumido, com linhas defensivas cerradas, e um serviço sempre pronto e rápido ao avançado Antchouet que facturava o necessário para seguir em frente. E era um clube da 2ª Divisão B.
Ao serviço do Vitória de Setúbal, sem dinheiro e com jogadores muito jovens ou muito experientes, ou seja sem meio termo que normalmente faz os campeões, ganhou de forma legítima a taça da liga ao Sporting.
No Belenenses fez nascer jogadores como Rolando e Ruben Amorin entre outros, com apostas fortes e regulares nos mesmos.
Um treinador que gosta de uma equipa disciplinada tacticamente, estudioso do futebol, com um estilo táctico bem definido (em 4-3-3 em ruptura com o 4-4-2 Losango que vigora no Sporting desde Fernando Santos), e de lançar jovens. Tudo isto aponta para uma boa aposta para o que o Sporting é e se quer.
No entanto as suas passagens pelo Marítimo e Braga não foram felizes, e daqui a duas semanas o Sporting irá enfrentar o eterno rival, que só para ajudar se encontra num momento muito forte, provavelmente o mais forte dos últimos 10-15 anos. Será dificil esta época para Carlos Carvalhal, mas só lhe peço que honre os pergaminhos do clube, acabe nos 4 primeiros, e meta a equipa a jogar realmente futebol.
E já agora, um brilharetezinho na Liga Europa…
No inicio do ano tinha-me proposto escrever cem textos aqui, e a verdade é que desde que isso sucedeu, nem cinco quanto mais cem. Não gosto muito de falhar, mas neste momento é virtualmente impossível escrever esse número de textos, tentando manter a qualidade que desejo. Falhei, e agora é seguir em frente.
Tirar um pouco da hora de almoço para tentar escrever todos os dias algo parece-me viável, e é isso que vou tentar fazer, tentando abordar assuntos diferentes a cada dia, até porque assunto não falta.
Os textos virão, e apesar de isto ser a A21, nesta ainda não há portagens, e estejam descansados, que continuará assim.
«Não pretendamos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la».
Albert Einstein
Depois de ler um texto de Pedro Tomás e um de Nuno Ferro sobre o PS de Mafra, não posso deixar de mandar o meu bitaite. Ambos os posts falavam do PS e da sua festa que comemorou o seu ataque às autárquicas, e o respectivo site inaugurado.
Falando sobre o post do Pedro Tomás, e sobre o PS Mafra, algo me parece ressoa a situação nacional, mas no campo do PSD e legislativas, mas de uma forma ainda mais exagerada. Faz-se querer que vão mesmo à luta, e que vão ter uma hipótese, que formam uma nova equipa jovem e forte, mas na prática são os mesmos de sempre, mais um ou outro, e a falta de alguma pessoa forte e cheia de pujança, pois se as existem, não se querem queimar numa eleição perdida à partida. Quem foi a última pessoa do PS a dar realmente alguma luta eleitoral ao José Ministro? Para mim, foi o pai de Pedro Tomás, e já foi à algum tempo…
Quanto ao post de Nuno Ferro sobre o site, não podia estar mais de acordo. Um site de qualidade no mínimo duvidosa, segundo os parâmetros de 1998 da web, o que o torna nos parâmetros actuais muito mau mesmo. Desde imagens mal cortadas, e alinhadas ao canto superior direito, à má visualização em browsers que não o Internet Explorer, e ao conteúdo 100% estático. Tudo muito fraquinho. Mais ainda, o fórum, alojado em servidor estrangeiro e gratuito, com todo o amadorismo associado, e uma série de links para blogs no blogspot, onde o post que existe apenas diz “Comentem aqui”. Dá quase vontade de colocar lá um comentário a dizer: “Nada a comentar.”.
Este site leva uma pessoa a pensar na velha máxima, para fazer algo assim, mais valia estar quieto. Quase dá vontade de uma pessoa oferecer-se para fazer melhor, mas visto a minha afinidade politica, apesar de não estar militante de nenhum partido nos dias de correm, não ser para o partido socialista, esta esfuma-se depressa.
Parece que vamos ter uma campanha eleitoral muito animada por Mafra. Isto se os brindes que as campanhas derem forem de teor alcoólico, pois caso contrário nada existirá para animar a mesma.
Nunca digas a ninguém que estás a escrever um livro, começar uma dieta, exercício físico, um curso ou deixar de fumar. Eles encorajar-te-ão até à morte.
Never tell anyone that you’re writing a book, going on a diet, exercising, taking a course, or quitting smoking. They’ll encourage you to death.
- Lynn Johnston
Mais uma grande verdade…
Desde o dia 30 de Dezembro que ando para escrever este texto. Mais, desde dia 13 de Novembro que não publico nada aqui, nem uma citaçãozinha. Motivo? Preguiça e falta de tempo.
Mas pronto, fica aqui um balanço rápido de 2008 para começar, e depois vamos aos to-do’s.
Este ano que terminou foi sem dúvida um ano de mudança, a saída da vida académica, e a entrada no mercado de trabalho é sem dúvida marcante, criando novas rotinas, e mudando até a ocupação de espaços.
Aderi fortemente às linguagens de programação Microsoft, mais propriamente o C#, devido a um pequeno acaso na entrada do mercado de trabalho, apesar de manter os meus projectozinhos de php sempre presentes.
- Ler 1 livro por mês. (até entrar no mercado de trabalho acabava uma média de 3-4 por mês, desde que comecei a trabalhar nem um acabei.
- Escrever 100 posts, em todos os blogs/sites em que participo, durante o ano. E sim, este conta como um.
- Criar sempre pelo menos um ponto extra em cada to-do list, sinal que me lembrei de algo enquanto a estava a fazer.
- Escrever um conto durante o ano, coisa que já não faço à algum tempo, com qualidade suficiente para mostrar.
E por agora, chega, que ainda tenho muito que fazer por aí.